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China aperta regras para exportação de tecnologia


Fonte: Valor Econômico (31 de agosto de 2020 )

A China impôs novas restrições às exportações de tecnologia de inteligência artificial que podem complicar a venda das operações do TikTok nos EUA, ao mesmo tempo em que intensificam a disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo.

 

Os ministérios chineses encarregados do comércio e da ciência e tecnologia divulgaram na noite de sexta-feira as novas restrições que abrangem tecnologias de computação e processamento de dados e de análise de texto, recomendação de conteúdo, modelagem de fala e reconhecimento facial e de voz.

 

As tecnologias incluídas na lista não podem ser exportadas sem uma licença das autoridades locais de comércio. As novas restrições podem causar entraves nas negociações entre a empresa chinesa de tecnologia ByteDance e compradores em potencial, já que a proprietária do TikTok enfrenta pressão da Casa Branca para vender rapidamente as operações americanas do popular aplicativo de compartilhamento de vídeos ou será proibida de operar no país.

 

No sábado, a agência oficial chinesa Xinhua News citou comentários de um assessor comercial do governo, de que a ByteDance deveria estudar a nova lista de exportações e avaliar “séria e cuidadosamente” se deveria interromper as negociações para a venda.

 

A ByteDance deve seu sucesso internacional à competência da tecnologia chinesa, e fornecer algoritmos atualizados para empresas no exterior é uma forma de exportação de tecnologia, disse à Xinhua o professor Cui Fan, da Universidade de Negócios Internacionais e Economia. Segundo ele, isso significa que, não importa quem será o novo operador dos negócios internacionais da ByteDance, provavelmente haverá alguma transferência de tecnologia.

 

“Estamos estudando as novas regras divulgadas na sexta-feira”, disse Erich Andersen, da ByteDance, ontem. “Como em qualquer transação internacional, seguiremos as leis aplicáveis, que neste caso incluem as dos EUA e da China.”

 

O Ministério do Comércio chinês não respondeu aos pedidos de comentários sobre as restrições. A Casa Branca também não respondeu aos pedidos de comentários.

 

A Microsoft, o Walmart e a Oracle mostraram interesse no popular aplicativo, cujo sucesso se baseia nos feeds viciantes de vídeos alimentados pelo mecanismo de inteligência artificial de recomendação de conteúdo da ByteDance. As três empresas americanas não quiseram comentar o assunto.

 

A lista atualizada de exportações proibidas ou limitadas de tecnologia, que abrange os setores agrícola, farmacêutico e outros, também especificou novas restrições para tecnologias de laser, criptografia, design de chips e outras categorias de ponta.

 

A China tinha revisado sua lista de exportação de tecnologia pela última vez em 2008. Pequim justificou a atualização como necessária, dada a rapidez do desenvolvimento científico e tecnológico e o “avanço contínuo” da competitividade industrial da China.

 

A tecnologia é um ponto cada vez mais central no conflito geopolítico entre EUA e China. Além do TikTok, a Casa Branca de Donald Trump tem como alvo um número crescente de empresas chinesas de tecnologia, especialmente a gigante das telecomunicações Huawei e a Tencent.

 

Ao longo dos últimos dois anos, o governo dos EUA tem feito campanha para colocar a tecnologia 5G da Huawei na lista negra em todo o mundo – com cada vez mais eficácia – e cita riscos de segurança associados aos laços da empresa com o governo chinês. O governo Trump também restringiu o acesso da Huawei a chips produzidos no exterior, o que limita sua capacidade de terceirizar a produção de componentes.

 

O aplicativo de troca de mensagens WeChat, da Tencent, que serve como uma ponte crucial entre empresas dos EUA e o mercado chinês, pode enfrentar o mesmo tipo de proibição que o TikTok, sob o argumento de risco à segurança nacional.

 

No ano passado, o governo dos EUA também impôs restrições rigorosas à compra de tecnologia americana por empresas e pessoas chinesas. Desde outubro, dezenas de empresas foram incluídas na lista negra do Departamento de Comércio dos EUA. Elas não podem comprar certas tecnologias dos EUA sem obter primeiro uma licença. Como motivo, o governo Trump cita abusos dos direitos humanos na região de Xinjiang, no extremo oeste da China, e outras questões de segurança nacional.


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