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China perde espaço na exportação global, com mudança nas cadeias


Fonte: Valor Econômico (18 de agosto de 2020 )

A participação da China nas exportações mundiais foi prejudicada por sua disputa comercial com os EUA. Junto com a pandemia, demandas de governança corporativa e a ascensão da inteligência artificial, a disputa está levando multinacionais a reduzirem sua dependência da potência asiática.

 

No ano passado, as exportações chinesas de 1.200 produtos responderam por 22% das exportações mundiais, 3 pontos percentuais abaixo do ano anterior, segundo estudo do escritório de advocacia Baker McKenzie e da consultoria econômica Silk Road. No item bens de consumo, a participação do país no mercado mundial caiu 4 pontos, para 42%.

 

Isso ocorre no momento em que Washington visa a China com novas medidas abrangentes destinadas a livrar os EUA da dependência das cadeias de fornecimento baseadas na China e a conter ambições de Pequim de se tornar uma potência tecnológica mundial.

 

Ontem, os EUA ampliaram as restrições ao fornecimento de semicondutores para a Huawei, visando cortar praticamente toda a remessa de chips ao grupo chinês.

 

Anne Petterd, chefe de práticas comerciais internacionais do Baker McKenzie para a Ásia-Pacífico, disse que, na esteira dos transtornos causados pela pandemia, as empresas procuraram diversificar geograficamente suas cadeias de fornecimento, construir mais camadas de segurança e supervisioná-las de forma mais estrita. “Antes era o setor de bens de consumo que costumava ter de fazer essas mudanças rápidas. Agora vemos uma gama sem precedentes de setores que começaram a fazer isso”.

 

Empresas de hardware, um dos setores em que a produção é mais concentrada na China, transferiram a fabricação de alguns produtos para outros países nos últimos três anos, à medida que seus clientes nos EUA começaram a levantar temores sobre segurança e alguns componentes passaram a ser alvo de tarifas dos EUA.

 

A Quanta Computer, por exemplo, maior fabricante mundial de notebooks e grande fornecedora de hardware de computação na nuvem para empresas como Google, Amazon e Facebook, transferiu a produção de servidores da China para Taiwan e para os EUA.

 

Como reflexo disso, dados reunidos pela Silk Road mostram que no ano passado a participação da China nas exportações mundiais de computadores e tablets caiu 4 pontos percentuais, para 45%. No setor de celulares, onde a China é ainda mais dominante, sua participação caiu 3 pontos, para 54%.

 

Liu Young-way, presidente da Foxconn, maior fornecedora da Apple e maior fabricante terceirizada de eletrônicos do mundo, com uma força de trabalho de até 1 milhão de funcionários na China, disse na semana passada que acredita que a cadeia de fornecimento global de tecnologia se dividirá em duas: “Teremos uma para a China e seus associados e outro para os EUA e seus amigos.”

 

Embora a Foxconn tenha reforçado sua capacidade de produção no Vietnã e na Índia, ela informou que deve elevar só marginalmente a proporção de produtos fabricados fora da China nas suas vendas globais, dos atuais 20% para 30%.

 

Mas os autores do estudo dizem que a pandemia e os transtornos que ela causou nas cadeias de fornecimento mundiais centradas na China devem acelera mudanças.

 

“Até agora vimos uma mudança na montagem final do produto, com muitos componentes ainda vindos da China”, disse Ben Simpfendorfer, executivo-chefe da Silk Road. “A cadeia de fornecimento, da forma como foi construída na China nos últimos 20 anos, será refeita, mas isso demanda tempo.”


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