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Funcionários querem mudança nos benefícios das empresas


Fonte: Valor Econômico (17 de agosto de 2020 )

 

Entre os novos benefícios concedidos pelas empresas na pandemia, o auxílio psicológico lidera a lista a frente de notebooks, mostra uma pesquisa realizada pela consultoria Robert Half com 620 profissionais brasileiros. Entre os cerca de 40% dos entrevistados que relataram que suas organizações deram novos auxílios com o início da pandemia e a maior adesão ao trabalho remoto, o apoio psicológico foi listado por 14% deles. Já o auxílio financeiro para montar o home office que antes da pandemia era oferecido a menos de 1% dos pesquisados, agora é apontado por 8%. A maioria dos entrevistados (86%) concorda que seria interessante que alguns benefícios mudassem daqui para frente.

 

A pesquisa foi realizada nos dias 20 a 31 de julho e perguntou quais os benefícios os pesquisados consideram mais importantes as empresas manterem no pós pandemia. Saem itens como estacionamento, celular e vale transporte e entram aportes na previdência privada, auxílio home office (para internet e mobiliário). A pesquisa ainda revela que benefícios tradicionais, como assistência médica, vale alimentação e vale refeição continuam como os mais valorizados pelos profissionais. Para 73% dos entrevistados o auxílio médico é considerado o mais importante, sendo também o benefício mais disponibilizado pelos empregadores (85%).

 

Para Fernando Mantovani, diretor da Robert Half, há uma mudança em curso na forma como as empresas lidam com os benefícios, até porque novas demandas surgiram com o home office e outras enfraqueceram com a menor ida das pessoas aos escritórios. “A quantidade de pessoas que estava acostumada ou tinha certa rotina de trabalho em home office mudou radicalmente. Como qualquer adaptação, ela se faz necessária no aspecto de benefícios”, diz, citando que a pesquisa indica que há uma ansiedade dos profissionais para que algumas mudanças permaneçam.

 

Mas daqui para frente, afirma Mantovani, é preciso olhar com atenção ao que faz sentido manter, ao que a legislação trabalhista e convenções trabalhistas permitem mudar (algumas categorias são obrigatórias) e ao que veio de novo para ficar. Mesmo porque parte das pessoas está retornando aos escritórios e parte permanece em casa. Após a pandemia, cerca de metade dos profissionais empregados (49%) entrevistados acredita que o modelo de trabalho será “mais vezes em casa, do que no escritório”, seguido por “mais vezes no escritório, do que de casa” (23%).

 

A pesquisa não distingue profissionais que trabalham em empresas com sistema de benefícios tradicionais, daquelas que oferecem um modelo de benefícios flexíveis. Na startup Caju, plataforma que permite concentrar todos os benefícios corporativos em um único cartão, que reúne 400 clientes e tem 15 mil funcionários, o vale alimentação se tornou a principal categoria de gastos. Em junho e julho, representou mais de 50% dos gastos totais daqueles profissionais que utilizam o cartão, versus 15% do que representava em janeiro. Gastos com mobilidade caíram de forma significativa, segundo o CEO Eduardo del Giglio, enquanto os principais itens na categoria de cultura (plataformas de streaming, educação e saúde) subiram de menos de 1% do total de gastos para cerca de 4% em junho e julho.


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