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Dez empresas contratam 38,5 mil em meio à pandemia


Fonte: Valor Econômico (13 de agosto de 2020 )

 

Em meio à destruição de mais de 1,5 milhão de empregos formais durante a pandemia, dez empresas se destacaram por alavancar as contratações entre março e junho. Elas criaram 38.504 novos postos de trabalho no período. Levantamento da Secretaria Especial de Trabalho e Emprego do Ministério da Economia mostra que empresas ligadas a setores de serviços essenciais como alimentos e saúde dispararam as contratações não só pelo aumento da demanda como para substituir trabalhadores que foram afastados temporariamente do trabalho for fazerem parte do grupo de risco ou terem contraído a doença.

 

No ranking da secretaria, a Seara lidera a geração de novos postos de trabalho formal entre março de junho com a criação líquida de 5.437 empregos formais, seguido por Randstad Brasil Recursos Humanos, Citrosuco, SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina; Luandre Soluções em Recursos Humanos; Instituto de Apoio ao Desenvolvimento da Vida; BRF; Ultra Som Serviços Médicos; Fundação do ABC e Tabocas Participações e Empreendimentos. A secretaria explicou que o setor da agropecuária tem se destacado na geração de empregos formais no Brasil no período, especialmente nas atividades e apoio à agropecuária e na produção de lavouras permanentes (café e frutas). Só em maio de junho, este setor foi responsável pela geração de 52.831 postos de trabalho formais. Este saldo positivo teve reflexos também nas atividades de indústria e comércio relacionadas.

 

No setor de serviços, conforme a secretaria, destaca-se a atividade de saúde humana e serviços sociais, que teve saldo positivo no período, o que releva a importância dos profissionais de saúde durante a pandemia da covid-19. Em junho, verificou-se a recuperação de outros setores, como a construção civil, que teve saldo positivo de 17.270 postos de trabalho formais, e a atividade de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que gerou 12.298 empregos formais.

 

O diretor de Gente e Gestão da Seara, Fernando Meller, afirmou que a empresa acelerou as contratações em meio à pandemia para substituir funcionários do grupo de risco que foram afastados e os que apresentavam sintoma da doença. Além disso, houve uma demanda maior de trabalhadores porque o grupo JBS, o qual a Seara faz parte, manteve a estimativa de fazer investimentos de R$ 8 bilhões no país em cinco anos. Meller destacou que houve mudança no padrão de consumo. As pessoas passaram a procurar alimentos de maior conveniência e praticidade, o que também exigiu ajustes nas linhas de produção e contratações. Segundo ele, a empresa já admitiu mais de 10 mil funcionários e ainda pretende contratar mais 5,2 mil.

 

A Randstad Brasil Recursos Humanos registrou, principalmente entre março e abril, forte procura de trabalhadores para, por exemplo, o varejo de alimentos e farmácias, bem como atacadista, segundo o CEO da empresa, Fabio Battaglia. “Houve uma demanda grande das empresas para substituição de funcionários do grupo de risco por trabalhador temporário”, explicou. A contratação foi maior de temporários por dar maior flexibilidade ao empregador neste período de incerteza. Já o CEO da Luandre Soluções em Recursos Humanos, Fernando Medina, destacou que a grande maioria das empresas está congelando ou cancelando vagas, mas outras, que operam com serviços essenciais, estão contratando porque tiveram um “boom”. Segundo ele, mesmo que boa parte das contratações seja de forma temporária, algo em torno de 50% acabam sendo efetivados pelas empresas.

 

Pelos dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), somente no período de março a junho, foram destruídos 1,539 milhão de empregos formais, sendo 259.917 em março; 918.286 em abril; 350.303 em maio; e 10.984 em junho. Se considerado todo o semestre, no entanto, foi fechado 1,198 milhão de empregos formais. Isso porque, nos meses de janeiro e fevereiro, foram criados novos postos de trabalho com carteira assinada.


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