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ANAC autoriza primeiro Drone Delivery do Brasil para voos


Fonte: Jornal Portuário (13 de agosto de 2020 )
ANAC autoriza primeiro Drone Delivery do Brasil para voos

 

As entregas por Drone despontam no Brasil e no mundo, como a promessa do futuro. As Autoridades Aeronáuticas de diferentes países têm trabalhado para viabilizar essas atividades, dentro da Regulamentação Aeronáutica, de forma a manter a segurança de voo em seus territórios.

 

No Brasil, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) têm atuado de forma proativa para viabilizar e desenvolver o setor de Drones do país, incluindo o transporte e entrega de encomendas. A logística aérea não tripulada envolve um escopo operacional bastante desafiador: voos BVLOS (além do alcance visual do piloto), com transporte de cargas.

 

Em outubro do ano passado, a companhia norte-americana UPS (United Parcel Service) conquistou a certificação FAA Part 135, para transporte aéreo regular com Drones. A companhia passa a utilizar a certificação para o transporte de cargas leves, mesmo que ainda restrita ao escopo EVLOS (voo com uso de observadores), distante de terceiros. Outras empresas têm despontado nos Estados Unidos e Europa, como a recém-certificada Matternet.

 

No ano passado, as empresas Speedbird Aero, pioneira do Drone Delivery no Brasil, e AL Drones, especialista em Projeto e Certificação de aeronaves não-tripuladas, firmaram o acordo que permitiu obter a autorização para início dos voos BVLOS experimentais com o Drone de entregas, modelo DLV-1. A aeronave recebeu na última quarta-feira, 05 de Agosto de 2020, seu Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE), emitido pela ANAC.

 

“Para viabilizar o Drone Delivery, existe um caminho a ser percorrido, no sentido de garantir a Segurança de Voo. A entrega por Drones apenas é viável se a operação for realizada de forma segura, tanto em relação aos demais usuários do Espaço Aéreo, quanto em relação às pessoas em solo”, destaca André Arruda, sócio da AL Drones, empresa que conduziu o processo da Speedbird Aero para emissão do Certificado junto à ANAC

 

Para se tornar viável, a operação de entregas por Drone deve seguir a Regulamentação Aeronáutica, em todos os âmbitos desde o projeto até a operação.

 

“O projeto foi conduzido de forma profissional. Cada detalhe da aeronave foi trabalhado com toda a atenção, tornando a logística aérea não tripulada uma possibilidade no país”,pontua Manoel Coelho, CEO da Speedbird Aero

 

Em Julho deste ano, ocorreram os ensaios finais do processo de emissão de CAVE, com testemunho da Autoridade Aeronáutica ANAC, em São José dos Campos (SP).

 

“Este é um marco para a história da Aviação dos Drones! Demonstramos a operação segura do DLV-1 à ANAC, com sucesso”,ressalta Samuel Salomão, Fundador e CPO da Speedbird Aero

 

Lucas Florêncio, sócio e co-Fundador da AL Drones, ressalta:

 

“Na iniciativa conjunta para a aprovação deste Drone Delivery, levamos em conta a Filosofia aeronáutica para o campo dos Drones. O objetivo é trazer a tecnologia e prática da aviação para esses equipamentos de entrega”

 

O  iFood, foodtech líder na América Latina, foi o grande parceiro nesta iniciativa. Para a empresa, a obtenção da certificação através do projeto que o iFood apoiou é um grande marco.

 

“Com o aval dos órgãos reguladores a Speedbird Aero e AL Drones em conjunto com o iFood, estudarão e construirão um modelo de operação de entrega séria, segura e economicamente sustentável.  Acompanhamos cada etapa do processo e estamos animados para dar início a operação assim que possível”, comenta Roberto Gandolfo, vice-presidente de Logística do iFood

 

As entregas aéreas, realizadas em caráter experimental nos moldes da certificação, complementarão a operação de outros modais, como motocicletas, bikes e patinetes, e a expectativa é de que o uso do Drone traga mais eficiência para toda a jornada.

 

Próximos Passos

Enquanto o Drone Delivery avança como atividade, novas tecnologias abrem as portas para o futuro das entregas. Tecnologias como Identificação Remota (Remote ID) permitirão que os Drones sejam identificados através de um código único, enviado para o controle de tráfego aéreo (utilizando por exemplo a rede 5G). A Identificação Remota é a chave para permitir o futuro UTM (sigla em inglês para UAS Traffic Management), ou gerenciamento de tráfego para aeronaves não tripuladas.

 

O DAA (Detect and Avoid) é outro conceito essencial para que os Drones deixem de estar confinados em Espaços Aéreos segregados, e possam compartilhar, futuramente, o Espaço Aéreo com aeronaves tripuladas. A detecção de outras aeronaves já é utilizada há muito tempo na aviação, através de dispositivos denominados TCAS (Traffic Collision Avoidance System). A adaptação desse sistema para os Drones é um passo necessário, que deverá aumentar a segurança do setor.

 

Por ocasião dos ensaios com a ANAC, as empresas SPEEDBIRD AERO e AL DRONES provaram ser perfeitamente factível a transmissão, em tempo real, das informações de posicionamento do voo do Drone DLV-1, utilizando a rede de telefonia móvel. Esse tipo de informação, conforme consta no UTM Framework, publicado pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) em 2018, caracteriza o serviço de Tracking and Location, passo importante para a implantação do UTM no Brasil.

 

“Uma malha aérea de entregas, integrada ao Espaço Aéreo, não é um sonho distante. Mas precisamos operacionalizar os aspectos de Segurança de Voo, para que isso seja desenvolvido de forma sustentável. No futuro próximo, o uso das tecnologias DAA, Identificação Remota e UTM devem atuar nesse sentido, permitindo expandir as operações”, apontam André Arruda e Lucas Florêncio

 

É nesse sentido que as empresas Speedbird Aero e AL Drones atuarão, de maneira a evoluir cada vez mais as entregas aéreas.

 

Com o avanço da logística aérea não tripulada, as perspectivas de entrega se abrem para diferentes setores da indústria e comércio. Nesse contexto, os Drones seguem a tendência de integração ao conceito das Cidades Inteligentes. A diminuição dos tempos de entrega, a redução das emissões de poluentes, e otimização do tráfego terrestre são apenas alguns dos benefícios dessa atividade inovadora.


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