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Codesa fará obra para tirar rocha no Cais de Atalaia, no Porto de Vitória


Fonte: A Gazeta (12 de agosto de 2020 )
Cais de Atalaia: rocha será retirada rocha por risco geológico. Crédito: Ricardo Medeiros

 

Faltando pouco para ser inaugurado, o Cais de Atalaia, no Porto de Vitória vai passar por mais uma obra. Para evitar acidentes, a Companhia de Docas do Espírito Santo (Codesa) deu início a uma licitação para que três pontos rochosos do local sejam contidos ou removidos. O edital foi publicado nesta segunda-feira (10) e as empresas interessadas têm até o dia 4 de setembro para enviar as propostas.

 

O prazo de validade do contrato será de 10 meses, mas é esperado que a obra seja realizada em sete. O serviço, no entanto, não vai interferir no cronograma de inauguração do cais. De acordo com o diretor de Operações e Infraestrutura da Codesa, João Augusto da Cunhalima, as obras do local estão prontas, aguardando apenas a liberação de três licenças ambientais para começar a operar. O terminal vai receber cargas de granéis líquidos, como diesel e gasolina.

 

O diretor explica que é comum ter que fazer esse tipo de contenção de encosta. “Durante a construção do [Cais de] Atalaia, tivemos que fazer o desmanche de rochas. Nesse processo, a rocha remanescente pode ficar fragilizada e, por isso, é comum fazer esse trabalho de contenção”, afirma.

 

Os recursos serão fornecidos pela Secretaria Nacional dos Portos e, de acordo com Cunhalima, o valor já está empenhado. O montante orçado, no entanto, só pode ser divulgado quando todas as propostas estiverem feitas. “Isso é determinado pela legislação para garantir que as empresas não saibam quanto pretendemos pagar antes de fazer a proposta. Assim, o processo fica mais competitivo”, explica.

 

A Codesa dividiu a área que passará pela intervenção em três pontos, nomeados por Setor 3A, 3B e Setor 4. Nos dois primeiros, as rochas chegam a 20 metros de altura e 260 metros de comprimento. Nestes pontos, será feita uma remoção de pedras soltas e a construção de barreiras de impacto com telas para interceptar blocos em queda.

 

Já no setor 4, a área rochosa chega a 40 metros de altura e 150 metros de comprimento. No local, além das barreiras de impacto, serão instalados equipamentos para drenagem superficial para minimizar a infiltração da água da chuva.

 

CINCO ANOS DE CONSTRUÇÃO

As obras para construção do Cais de Atalaia, que fica na área de abrangência do Cais de Capuaba, em Vila Velha, tiveram início em 2015. Cunhalima aponta que a obra é de grande porte e já custou cerca de R$ 190 milhões, pagos com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

A área já está pronta, alfandegada e autorizada pela Capitania dos Portos. O local também já possui 54 licenças liberadas pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), mas ainda faltam três para a inauguração.

 

Devido a essas pendências, o diretor da Codesa afirma que ainda não há uma data exata para o início das operações, mas garante que a intervenção nas rochas não vai atrapalhar o processo. “São situações independentes, a obra pode muito bem ser feita durante o funcionamento do porto”, declara.


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