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Executivos de Antuérpia destacam desenvolvimento de navios autônomos, drones operacionais e preservação em webinar do Brasil Hack Export


Fonte: Brasil Export (5 de agosto de 2020 )

 

Segundo complexo portuário mais movimentado da Europa em 2019 e pioneiro em estratégias de renovação e inovação, o Porto de Antuérpia foi tema do webinar realizado pelo Brasil Hack Export nesta segunda-feira, dia 3 de agosto, com a ilustre participação do gerente de Capacitação em Inovação da Autoridade Portuária local, Piet Opstaele. O executivo fez sua apresentação diretamente do território belga, com tradução simultânea oferecida pela organização do Fórum Nacional Brasil Export. Situado a 80 quilômetros do Mar do Norte, o Porto de Antuérpia é uma imprescindível conexão de transportes para o continente europeu e desempenha um papel de liderança na cadeia de suprimentos global. Moderador do webinar, o conselheiro do Brasil Export e diretor-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Angelino Caputo e Oliveira, elogiou a forma como a Autoridade Portuária “captou os conceitos de tecnologia e internalizou nas operações”. Ele reforçou a iniciativa dos webinars promovidos pelo Brasil Hack Export de oferecer apresentações sobre novas tecnologias em linguagem assertiva e voltadas para gestores nem sempre familiarizados com os assuntos abordados. Os encontros acontecem, digitalmente, todas as segundas-feiras.

 

Matheus Dolecki, representante do Porto de Antuérpia na América Latina, deu início às atividades explicando que a Autoridade Portuária atua como instrumento para viabilizar um “futuro sustentável” e está engajada na construção de um porto projetado para novos tempos. “Em nossa visão isso significa ser um porto inteligente, sustentável, inovador, acessível e seguro, tanto para os nossos clientes como para toda nossa comunidade. No final do dia, é fazer mais com os recursos que já temos disponíveis”. Para isso, a administração do porto belga vem rompendo com o modelo tradicional de operações, indo além de administrar as concessões de terminais e dos demais trabalhos rotineiros. A direção do Porto, disse Dolecki, entende que o seu papel principal é de manter uma postura de liderança em inovação e planejamento, compreendendo que a atividade portuária não está segregada de tudo o que acontece ou está instalado em seu entorno.

 

“Porto do futuro” e “porto inteligente” são expressões que estão presentes no website oficial e nos materiais promocionais de Antuérpia. A inovação, entende a Autoridade Portuária, é mais do que apenas tecnologia de ponta e deve ajudar a encontrar soluções inteligentes para problemas complexos. “Acreditamos também que todo o planejamento estratégico portuário precisa ter aceitação de sua comunidade, com forte alinhamento entre o público e o privado. Para isso é preciso incentivar o comportamento colaborativo. Não basta ter um departamento de TI [tecnologia da informação], a organização toda tem que ser transformada de modo a compreender as iniciativas de inovação”.

 

O gerente de Capacitação em Inovação, Piet Opstaele, enfatizou que a tecnologia já é e será cada vez mais o principal elemento de aceleração para o desenvolvimento da sociedade e citou importantes ferramentas como a inteligência artificial, o 5G, o blockchain e o big data, fundamentais tecnologias para a Quarta Revolução Industrial. Como um player de grande relevância internacional, o Porto de Antuérpia busca ser líder no desenvolvimento de conceitos inovadores. Adotando o modelo Landlord, a Autoridade Portuária administra e mantém as docas, as pontes, as eclusas e as paredes do cais, além de realizar trabalhos de dragagem, promover o Porto na Bélgica e no exterior e liderar os processos de desenvolvimento sustentável e de inovação na atividade.

 

Opstaele destacou ações que ajudam agregar valor ao porto belga, como o desenvolvimento de navios autônomos, o uso operacional de drones e a melhoria da qualidade do ar. “10% das emissões poluentes do ar na Bélgica acontecem em Antuérpia. Esse é um dos grandes desafios para o futuro”. A Autoridade Portuária disponibiliza nove locais com gabinetes de energia à beira-mar para que embarcações desliguem geradores a diesel e passem a utilizar eletricidade. “Também trabalhamos na construção de comunidade como estratégia de inovação. Queremos um porto com plataforma de inovação aberta, onde todas as empresas são bem-vindas”. Um dos principais nortes da Autoridade portuária são os “17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, uma ação promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

 

A instalação de chips e sensores e em equipamentos, indicou o gerente de Capacitação em Inovação, possibilitará a coleta de muitos dados pela Autoridade Portuária e pelas mais de mil empresas que operam ou colaboram com as atividades. “Estamos buscando reduzir os custos das novas tecnologias para acelerar a aplicação delas”. Ao automatizar as operações, explicou, completa-se um ciclo, com nova redução dos custos. Estão sendo desenvolvidos, informou Opstaele, 16 novas embarcações autônomas. Já existe um pequeno veículo não-tripulado em operação, destaca o site do porto belga, denominado ‘Tuimelaar (Tumbler)’.

 

Apesar de pujante, o Porto de Antuérpia também sofreu impactos originados pela pandemia de Covid-19. A movimentação de cargas caiu 4,9% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2019. Opstaele disse que a Autoridade Portuária tomou as medidas necessárias para garantir um ambiente de trabalho seguro e que “nos últimos três ou quatro meses” os profissionais trabalharam com afinco na digitalização de todas as operações. Segundo ele, as esferas públicas garantem suporte, incentivam e financiam ações de inovação. “Mas eu diria que a força motriz da inovação é do próprio Porto. No futuro vamos fazer uma mistura de sistemas humanos e digitais. A tecnologia está se tornando comum ao homem, sendo literalmente incorporada ao homem”, observou.

 

(Texto: Bruno Merlin)


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