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Ansiedade dos profissionais com relação à automação cresce na pandemia


Fonte: Valor Econômico (5 de agosto de 2020 )

A pandemia do novo coronavírus aumentou o investimento das companhias na automação de processos e utilização de robôs em tarefas, como também a ansiedade dos profissionais a respeito do futuro de seus trabalhos. Essa é a principal conclusão de um novo estudo da UiPath com a Forrester Consulting, realizado em maio com 160 executivos tomadores de decisões de empresas da França, Alemanha, Japão, Reino Unido e EUA. Um terço dos entrevistados afirmou que suas empresas aumentaram os investimentos em RPA (automação robótica em processos) nos últimos três meses e quase metade disse que irá aumentar em 2021. Por conta da pandemia, inovar em processos é fundamental para 83% dos entrevistados.

 

Entre aqueles que indicaram o aumento de investimentos em RPA, 83% o fizeram para ganhar agilidade e flexibilidade na cadeia de suprimentos, 80% para lidar com pressões extraordinária de custos e automatizar tarefas administrativas, e 79% para apoiar a rotina e os problemas da TI da mão-de-obra que está remota.

 

O outro lado desse cenário contudo, como indica o relatório, é o aumento das preocupações entre os profissionais. “A pandemia causou mais ansiedade, afinal, é um cenário de muitas incertezas. E, de forma geral, as pessoas também têm medo de perder seu emprego para soluções de automação de inteligência artificial”, diz Tom Clancy, vice-presidente da UiPath Learning ao <strong>Valor.</strong> Com a automação avançando mais rápido dentro das organizações, 57% dos entrevistados disseram que seus funcionários estão moderadamente ou muito ansiosos em relação à própria capacidade de ter sucesso em seus empregos e cerca de 15% disseram que seus funcionários se sentem ameaçados pela crescente complexidade das tarefas.

 

Diante desse cenário, na avaliação de Clancy, é preciso que os líderes tenham em mente que não basta automatizar processos, se as pessoas não tiverem suporte e treinamento para trabalhar em um novo contexto de trabalho e talvez até em uma nova função. “É aqui que entra também o papel da liderança, sendo transparente e clara a respeito do que será automatizado, oferecendo ferramentas para que os funcionários alcancem o próximo passo em suas carreiras com treinamento e consequente realocação de suas atividades para áreas mais estratégicas do negócio”.

 

O estudo perguntou aos entrevistados o que as organizações poderiam fazer, no pós-covid, para obter o potencial positivo da automação ao mesmo tempo que melhoram a experiência de trabalho dos funcionários. Cerca de 35% listaram como primeira opção o fornecimento de certificações no ambiente de trabalho relativas ao desenvolvimento de novas habilidades e digitais e de trabalho com as máquinas. Mais de 55% disseram que suas empresas estão trabalhando para garantir que sua força de trabalho acompanhe a evolução das novas tecnologias e 63% disseram que deixar os funcionários atualizarem uma tecnologia pode os ajudar a se sentir mais satisfeitos no trabalho. “Os líderes devem aproveitar as mudanças para desenvolver suas equipes. E permitir que seus funcionários se sintam preparados para enfrentar novos desafios e não estagnem suas carreiras fazendo um trabalho repetitivo”, diz Clancy.


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