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Covid-19 derruba 90% da demanda por outros exames e telemedicina avança na pandemia, aponta Alliar


Fonte: Valor Investe (21 de julho de 2020 )
Divulgação/Alliar

 

Os efeitos da pandemia de covid-19 são indubitavelmente desastrosos, tanto do ponto de vista da saúde quanto da economia, mas quando o pior do novo coronavírus tiver passado são os efeitos “secundários” na saúde que poderão vir a preocupar os brasileiros.

 

Isto porque, enquanto houve uma corrida por testes de covid-19, a realização de exames clínicos e de imagem caíram cerca de 90% desde o desembarque do novo coronavírus no Brasil, incluindo exames cardiológicos segundo dados da Alliar (Centro de Imagem Diagnósticos), dona da rede de laboratórios CDB.

 

A demanda por angioplastia (um procedimento para normalizar o fluxo sanguíneo no coração) despencou 75%. Esse não é o tipo de procedimento que uma pessoa “acorda e resolve fazer”, assim, os adiamentos podem ter impacto significativo na saúde dos brasileiros, de acordo com Sami Foguel (foto abaixo), presidente da Alliar.

 

Sami Foguel — Foto: Léo Pinheiro/Valor

“Não sabemos se isso vai criar um problema crônico de doenças. Se não forem tratadas, infelizmente terá impacto”, disse Foguel em entrevista ao Valor Investe.

 

Para driblar os entraves do isolamento social na prestação de serviços, e minimizar a chance de a pandemia levar a outros problemas de saúde, a medicina diagnóstica seguiu a trilha do comércio e avançou alguns anos em poucos meses. O avanço da telemedicina e do atendimento “delivery” é um dos ganhos do setor, aponta Foguel.

 

A Alliar passou a realizar na casa do cliente exames como ultrassom, eletrocardiograma, Mapa (Monitoração Ambulatorial da Pressão Arterial) e holter (mede a atividade elétrica do coração). Para os hospitais e clínicas parceiros, a companhia passou a oferecer procedimentos com telecomando por meio da iDr, empresa do grupo que nasceu das necessidades trazidas pela pandemia.

 

“Remotamente é possível controlar ressonâncias no país inteiro. Um mesmo operador pode controlar duas ou três máquinas ao mesmo tempo. Tudo é feito de forma centralizada”, conta o executivo.

 

A diversificação deu fôlego para Alliar atravessar o pior período. Para Foguel, os impactos da covid-19 nos negócios da Alliar não devem ter ultrapassado o mês de abril.

 

“O pior da crise ficou absolutamente para trás. Desde abril, vemos a demanda voltando mês a mês e em uma velocidade bem rápida”, diz o executivo, que prefere não arriscar uma previsão de retorno dos negócios ao nível anterior à pandemia.

 

Outra herança da pandemia é a revisão da necessidade de estar fisicamente presente. “Esse modelo de atendimento domiciliar nos faz refletir sobre a necessidade de expansão física, como antigamente. O modelo de precisar ter centenas de pontos começa a ser questionado”, diz Foguel.

 

Diante do novo cenário, o executivo conta que a companhia tem testado alguns projetos pilotos de atendimentos como forma de democratizar o acesso a exames, mas não deu detalhes sobre os formatos.

 

De portas abertas – com álcool em gel
Com a reabertura das atividades em diversas cidades brasileiras, a Alliar voltou a abrir suas portas com adequações ao novo momento, que incluem distanciamento na recepção, digitalização de processos para a entrada com ‘webcheck-in’ e fluxo diferente dentro das clínicas a depender do tipo de atendimento, com separação de potenciais casos de contaminados por covid-19.

 

Os atendimentos estilo “drive thru” para a realização de testes rápidos e sorológicos de covid-19 estão mantidos. “Acaba retirando do ambiente da clínica os casos suspeitos e é um método conveniente e que preserva os pacientes”, explica Foguel.


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