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41% dos brasileiros declaram sentir ansiedade devido à pandemia, diz Ipsos


Fonte: Valor Investe (21 de julho de 2020 )
Getty Images

 

Os riscos ocasionados pela covid-19 e as pressões da crise sanitária no cotidiano produziram uma sobrecarga na saúde mental das pessoas no Brasil, apontou Marcos Calliari, presidente da empresa de pesquisas Ipsos, na Live do Valor desta segunda-feira. Segundo ele, 41% dos brasileiros declararam sentir ansiedade em sondagem dentro do contexto da pandemia.

 

“Mais uma vez, é o maior percentual entre os países pesquisados”, ressaltou o especialista, ao se referir a outras 15 nações que fazem parte da verificação, na qual o Brasil sempre aparece com indicadores de percepção sobre o atual cenário entre os menos otimistas.

 

Calliari lembra que esse quadro se deve ao panorama pouco favorável nos âmbitos sanitário e da saúde, ao ambiente tenso do ponto de vista econômico e a questões de ordem política. Tudo isso, segundo ele, “cobra muito as pessoas na questão da estabilidade psicológica”.

 

Segundo o especialista, ansiedade, enxaqueca, má alimentação e a falta de exercícios são fatores de contornos psicológicos que têm impactado a população, contudo pouco visíveis porque as pessoas vão muito menos ao médico, às vezes com medo da pandemia.

 

Os indicadores são especialmente desfavoráveis entre o público feminino — 49% das mulheres brasileiras declaram que sentem a ansiedade agravada. “Todos esses dados são mais sérios entre mulheres. E a gente consegue entender isso de maneira analítica, pois as mulheres muitas vezes são a principal fonte de renda, ou a principal responsável pela casa”, observou calliari.

 

Segundo ele, a percepção negativa é também proeminente entre os mais velhos, que já viveram outras crises, mas agora têm o agravante de fazerem parte do grupo de risco.

 

“É o momento de fundamental importância de a gente entender o que está acontecendo com as pessoas”, disse. “É importante as organizações, instituições, empresas, marcas e as famílias entenderem esses males secundários que estão atingindo a população”, complementou.

 

A íntegra da entrevista, conduzida pelo repórter especial João Luiz Rosa, está disponível no site do Valor e nos canais no YouTube, no LinkedIn e no Facebook.


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