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Presidente da CNT defende criação de documento único eletrônico para setor de transportes e incentivo à cabotagem e ao transporte hidroviário


Fonte: Fórum Brasil Export (15 de julho de 2020 )

 

Manutenção do abastecimento no Brasil durante o período de pandemia do Covid-19, aplicação de inovações tecnológicas, medidas para maior equilíbrio da matriz nacional de transportes e criação de um documento único eletrônico foram os principais pontos abordados pelo presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, em videoconferência realizada pelo Fórum Nacional Brasil Export nesta terça-feira, 14 de julho. “Graças a Deus o Brasil não parou e nossos motoristas cumpriram sua missão. O setor portuário tem salvado o Brasil mais uma vez nesse momento de crise”, enfatizou. A CNT está incentivando boas práticas de segurança como a desinfecção do ar de veículos de transporte com ozônio – o que garante 99% de eliminação do vírus causador da Covid-19-, o sistema de pedágio free-flow e a distribuição de máscaras e álcool em gel para motoristas de caminhões.

 

Os impactos da crise sanitária estão causando muitos prejuízos às empresas transportadoras, mas Costa acredita na recuperação da economia brasileira. Na visão dele, o que mais deve mudar no futuro do setor é a aceleração de inovações tecnológicas e a higienização dos meios de transporte. A CNT defende, por exemplo, a criação de um documento único de transporte, via meios eletrônicos, eliminando a emissão de muitos documentos para somente uma operação. “Sempre defendemos a intermodalidade. Com o documento único de transporte será possível a livre escolha do modal mais adequado para cada trecho”. Na estratégia dos operadores logísticos, ressaltou, a escolha do modal deve atender ao menor tempo de percurso com o melhor preço. “Quando muda de modal tem que trocar de documento, isso aumenta o Custo Brasil. Defendemos também a tributação do transporte por meio de um imposto federal, ao invés das arrecadações por estado”.

 

 

Costa disse que está acompanhando o programa de incentivo à cabotagem, denominado BR do Mar, que será debatido no Congresso Nacional por meio de projeto de lei. A Confederação também tem empenhado esforços em desenvolver estudo para melhorar e aumentar a demanda do transporte hidroviário. “Nós enxergamos que a cabotagem tem um espaço muito grande para se desenvolver no Brasil. Isso não vai prejudicar os caminhoneiros. Ninguém compete com o transporte rodoviário num raio de 300 ou 400 quilômetros. Cada modal é importante e tem a sua vocação. Procuramos o Executivo com frequência para mostrar a necessidade de desenvolver a cabotagem e as hidrovias, que são subutilizados”.

 

Sobre o transporte ferroviário, o presidente da CNT lamentou que menos de 30% dos mais de 40 mil quilômetros de estradas de ferro existentes no País sejam utilizados atualmente. Segundo ele, é necessário resgatar os trechos não utilizados e oferecê-los ao mercado para que sejam desenvolvidos como “short lines”. As ferrovias, observou Costa, são muito úteis em seus grandes eixos e bem exploradas pelas companhias de mineração e do agronegócio, mas podem atender melhor outros setores produtivos e a sociedade brasileira em geral.

 

 

Ele convocou os Conselheiros e patrocinadores do Brasil Export na aplicação dessa agenda da Confederação. “Contamos com a experiência de vocês. Contem com a estrutura da CNT para trabalharmos em parceria para melhorar o transporte em todas as áreas. Juntos vamos mais longe”.

 

(Texto: Bruno Merlin)


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