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LDC investe em navios de exportação de suco


Fonte: Valor Econômico (15 de julho de 2020 )
Um dos dois novos navios para o transporte de suco de laranja da LDC, o Essayra deverá começar a operar esta semana — Foto: Divulgação

 

A multinacional francesa Louis Dreyfus Company (LDC), terceira maior exportadora de suco de laranja brasileiro, acaba de investir cerca de US$ 40 milhões para adaptar dois navios novos para o transporte da bebida pronta para beber (NFC) e concentrada e congelada (FCOJ).

 

Segundo Murilo Parada, CEO da LDC no Brasil e head global do negócio de sucos da companhia, cuja produção é concentrada no país, explica que esses navios estão substituindo três embarcações usadas nas últimas décadas. Desses, um carregava apenas suco e outros dois trabalhavam com a bebida e também com cargas a granel.

 

Como é comum no segmento, os novos navios não são de propriedade da LDC. Pertencem à sueca Wisby, e o contrato de uso exclusivo pela múlti europeia, apenas para o transporte de suco, tem prazo de 25 anos.

 

Segundo a empresa, as embarcações, muito mais modernas do que as três que vinham sendo utilizadas, somam, juntas, uma capacidade 20% maior. Também são mais velozes, consomem 40% menos combustível e suas emissões de enxofre por tonelada de produto transportado são 85% mais baixas.

 

“Com isso, vamos ganhar competitividade. O custo do frete vai cair, o que é muito importante do caso do NFC”, afirmou Parada ao Valor. Como não é concentrado, o NFC, cuja demanda global cresce em ritmo mais acelerado que a do FCOJ, ocupa nos navios um espaço quase seis vezes maior.

 

Para cumprir sua missão, os navios, originalmente graneleiros, foram “ajustados”. Na China, foram modificados para receber os tanques de suco, e em Portugal foi feita a transferência de 30 dos 32 tanques que estavam nas três embarcações antigas, alguns com capacidade para 1,2 mil toneladas e a maioria para 1,7 mil toneladas.

 

No porto de Santos (SP, finalmente, foram realizados os investimentos em automação necessários para a partida dos navios. Um deles, o “Essayra”, fará sua estreia na logística do suco de laranja ainda esta semana.

 

Com os aportes realizados, disse Parada, a LDC reforçará ainda mais as exportações de NFC, que passarão a representar mais da metade dos embarques totais de suco da companhia. Os navios também escoarão as vendas de suco de limão pronto para beber da múlti, além de outros produtos especiais da área citrícola.

 

Além dos ganhos no front operacional, as novas embarcações também servirão para a LDC reduzir o impacto ambiental do transporte da bebida, em linha com outras metas estabelecidas nos diversos segmentos nos quais a empresa atua – Com receita líquida anual de cerca de US$ 35 bilhões, é a letra “D” do grupo de grandes tradings agrícolas globais conhecido como “ABCD”, que também inclui as americanas ADM, Bunge e Cargill.

 

Outra ação “sustentável” de peso da Dreyfus no negócio de sucos, lembrou Parada, foi a assinatura, no último ano, de um contrato de “financiamento verde” no valor de US$ 250 milhões com um consórcio de bancos de diversos países com taxas vinculadas a desempenho ambiental e de segurança.

 

Ainda nessa seara, elencou o executivo, a LDC estabeleceu como metas globais a redução de 5% em seus indicadores de emissões de CO2, de consumo de energia, de uso de água e de envio de resíduos sólidos a aterros sanitários entre 2018 e 2022.


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