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Vale avança em acordo para reduzir CO2 no aço


Fonte: Valor Econômico (14 de julho de 2020 )
Siani, diretor da Vale: companhia quer liderar transição da produção de ferro para uma economia de baixo carbono — Foto: Leo Pinheiro/Valor

A Vale avançou mais uma etapa no desenvolvimento de tecnologias que ajudem as siderúrgicas, clientes da mineradora, a reduzir as emissões de gases poluentes. A companhia anunciou ontem acordo não vinculante com as japonesas Kobe Steel e Mitsui para criar uma nova empresa, chamada NewVen, que vai fornecer soluções às siderúrgicas para reduzir as emissões de CO?. As discussões sobre aportes financeiros e participações societárias na NewVen estão em estudo e devem ser definidas até o fim do ano. O que é certo até agora é que o acordo permite à mineradora e aos parceiros japoneses dar um passo adiante em tecnologias voltadas à produção de aço com baixa emissão de carbono.

 

A Vale disse, em nota, que a NewVen vai utilizar tecnologias de produção de ferro de baixo CO? existentes e novas. Entre essas soluções, está a tecnologia desenvolvida pela Tecnored, subsidiária integral da Vale, focada na produção de ferro-gusa de baixo carbono (gusa “verde”). O gusa é um produto intermediário na produção de aço. No caso da Tecnored, o insumo é produzido a partir de carvão térmico, mas o objetivo da empresa, no seu desenvolvimento tecnológico, é substituir o carvão por biomassa. Entre os produtos testados, estão resíduo de eucalipto, cana e até caroço de açaí. A outra tecnologia considerada na parceria com os japoneses é o processo da Midrex, subsidiária 100% Kobe Steel, líder em tecnologia de redução direta de produção de ferro (DRI). A NewVen poderá ainda desenvolver outra solução, além do gusa “verde” e DRI, de forma conjunta.

 

Dessa forma, a NewVen espera dispor de uma plataforma que vai oferecer diferentes alternativas tecnológicas às siderúrgicas dentro do esforço das usinas para reduzir emissões de gases poluentes. Uma das opções será justamente o “gusa verde”, obtido a partir da tecnologia da Tecnored, e outra solução é a redução direta da Midrex, que vale-se do gás natural para produzir o HBI, produto de alto teor de ferro contido que pode ser usado como insumo de aço tanto em aciárias elétricas como em altos-fornos de siderúrgicas.

 

Em recente videoconferência, o diretor-executivo de finanças da Vale, Luciano Siani Pires, disse que a companhia tem a intenção de liderar a transição da produção de ferro para uma economia de baixo carbono. Ele afirmou que a regulação da União Europeia em um horizonte até 2030 é “dura” para as siderúrgicas, segmento industrial responsável por cerca de 9% das emissões globais de CO?. Nesse contexto, as usinas buscam formas de continuar a produzir aço gerando menos gases de efeito estufa.

 

O acordo para a criação da NewVen se insere dentro de uma iniciativa da Vale de atingir metas de redução de emissões para a cadeia ligada à mineração, que envolve fornecedores e clientes. Neste semestre, a Vale vai detalhar ações de redução de emissões vinculadas à sua cadeia de produção.

 

A discussão em torno da NewVen também se insere na estratégia da mineradora para os chamados produtos metálicos, considerados como o próximo passo, em termos de pureza química, para as siderúrgicas.

 

Tanto a tecnologia da Tecnored como da Midrex fazem parte de um conjunto mais amplo de iniciativas para reduzir as emissões de CO? na indústria siderúrgica. A solução da Tecnored, para produção de ferro-gusa, passou por uma demonstração industrial, na unidade da Gerdau em Pindamonhangaba (SP), com testes que duraram seis meses, em 2018, e que incluíram a substituição de carvão térmico por biomassa. A unidade, com capacidade de produzir 75 mil toneladas de gusa por ano, provou a sua viabilidade econômica e agora a Tecnored faz estudos de engenharia para implantar uma unidade com capacidade de 500 mil toneladas de ferro-gusa no Pará.

 

Em apresentação a investidores, no ano passado, a Vale mostrou que siderúrgicas antigas podem sustentar o nível de produção, reduzindo necessidade de investimentos em reformas, ao usar produtos metálicos. Se mostrou que uma siderúrgica europeia, por exemplo, poderia fechar um dos altos-fornos substituindo parte da produção por gusa “verde” ou HBI.


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