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RenovaCalc mede a pegada de carbono no campo


Fonte: Copersucar (14 de julho de 2020 )

Na segunda reportagem da série sobre a pegada de carbono na cadeia produtiva do etanol, apresentamos os efeitos ambientais provocados na fase agrícola da produção, aferidos pela RenovaCalc, e o que as usinas estão fazendo para minimizar esses danos.

 

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que objetiva reduzir a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), sobretudo gás carbônico, entrou em vigor em janeiro de 2019. Para mensurar a pegada de carbono, foi criada a RenovaCalc, que consolida os processos e métodos empregados na produção com indicadores bem definidos. São aferidos dezenas de métodos adotados na produção, como consumo de diesel, área queimada, recolhimento de resíduos agrícolas, uso de enzimas e cogeração de energia elétrica.

 

Operar sob novas diretrizes costuma ser um desafio. Para a especialista em Sustentabilidade e Meio Ambiente da Copersucar, Maria Cláudia Trabulsi, o maior obstáculo é descobrir quanto cada peça da cadeia produtiva emite. “Nossas usinas associadas produtoras de etanol não faziam esse levantamento ambiental, mas, agora, precisam elaborar todo o seu inventário”, explica. “De nossa parte, temos de engajar as usinas e capacitá-las a executar a mensuração.”

 

Impacto positivo

Entre os efeitos ambientais negativos causados pelas atividades no campo, o gerente de Recursos Humanos, Meio Ambiente e Qualidade da Usina Ferrari, uma das 34 associadas à Copersucar, Claudemir Fogues, aponta a menor biodiversidade, devido às características da cultura da cana-de-açúcar, a queima de combustíveis fósseis da mecanização e a contaminação de solo e água com insumos químicos, agrotóxicos e vinhaça.

 

“É preciso informar na RenovaCalc quais são as impurezas, os corretivos que usamos no solo, como ureia, nitrato de amônia e fosfato, por exemplo”, enumera Fogues. Em relação aos defensivos no canavial, a Ferrari vem concentrando esforços na redução da aplicação de agrotóxicos para controle de pragas.

 

A palha e a vinhaça têm impactado positivamente a eficiência energético-ambiental da usina: estima-se que, para cada litro de etanol produzido, 12 litros de vinhaça de cana sejam desprezados como resíduo. “Começamos a aplicar na plantação, com caminhões-tanque, vinhaça localizada. É um fertilizante orgânico muito eficiente”, diz Fogues. “Também aumentamos o recolhimento de palha, que ficava jogada na roça. Ela pode virar combustível para gerar energia elétrica.”

 

Mais informações sobre o RenovaBio, além de ações implementadas pelas Copersucar e por sua cadeia de valor no combate às mudanças climáticas, podem ser conferidas no Relatório de Sustentabilidade do último biênio. Confira aqui!


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