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Cotas de gênero aumentam diversidade nos conselhos


Fonte: Valor Econômico (10 de julho de 2020 )

Uma política de cotas para a diversidade de gênero aumenta a representatividade e presença de mulheres no conselho de administração das organizações. A conclusão é de um estudo recente da City Business School. Coordenado pelas pesquisadoras Sonia Falconieri e Chiara de Amicis, da City, em parceria com Moez Bennouri, da Montpellier Business School, o estudo analisou os conselhos de empresas que atuam no Reino Unido, França e Itália por um período de 14 anos. São países que instituíram uma cota, por lei, para diversidade de gênero nas empresas. Segundo os pesquisadores, a regulação foi o grande acelerador do aumento da presença feminina nos conselhos, principalmente na França e Itália, aonde a cota foi obrigatória.

 

No Reino Unido, as cotas de diversidade de gênero são voluntárias, mas recomendadas pelo governo desde 2011, quando uma comissão foi instituída com esse propósito. O objetivo inicial era ter 25% de representação feminina nos conselhos das empresas que compõem o índice Financial Times Stock Exchange (FTSE 100). Como a meta foi atingida, estabeleceu-se o novo objetivo de atingir 33% este ano. Em fevereiro deste ano, o relatório da Hampton-Alexander Review, indica que essa meta foi cumprida para 57 organizações, entre elas Diageo, HSBC, Unilever e Vodafone.

 

Na França, as cotas de gênero foram implementadas em 2011 e, desde 2017, as grandes empresas precisam ter, no mínimo, 40% de representação feminina em seus conselhos de administração. No início de 2019, as mulheres representavam 42% dos conselhos das empresas do CAC 40, índice da bolsa de valores de Paris, segundo relatório da EY.

 

Já na Itália, as cotas entraram vigor por maeio de uma lei aprovada em 2011, exigindo que as empresas listadas tenham pelo menos 30% de representação feminina em seus conselhos. Em 2019, esse número já ultrapassa 33%, segundo um relatório do Credit Suisse. Tanto na França, quanto Itália, as empresas podem ser penalizadas se não cumprirem as diretrizes.

 

“Nosso estudo indica que as empresas são mais comprometidas em realizar a diversidade de gênero em seus quadros se há uma regulação forçando-as”, analisa Sonia. O que não quer dizer, segundo o estudo, que a lei por si só basta já que, considerando a mostra e os países analisados, a regulação não refletiu-se em uma nomeação maior de mulheres executivas ou como presidente dos conselhos. O mesmo relatório da EWOB indica que, em 2019, apenas 4,7% dos CEOs na Europa e apenas 7% dos presidentes de conselho são mulheres. No Brasil, dois estudos globais recentes indicam que apenas 8% das posições em conselhos de administração são ocupadas por mulheres.


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