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Na China, consumidor prefere pagamento sem contato


Fonte: Valor Econômico (8 de julho de 2020 )

Em meio a todas incertezas trazidas pela pandemia, é difícil traçar cenários de como será a vida quando a situação melhorar. Mas à medida que alguns países começam a voltar “ao normal”, algumas ideias vão surgindo. E a principal referência é a China.

 

No país, que iniciou a reabertura em abril depois de dois meses de “lockdown” para controlar o vírus que se espalhou pelo mundo a partir da cidade de Wuhan, os consumidores estão voltando às compras com mudanças de comportamento, como a preferência por serviços e pagamentos sem contato e por pequenas lojas locais em detrimento de grandes varejistas.

 

Outra tendência é o crescimento do comércio eletrônico. Segundo um levantamento feito pela associação de varejistas digitais do Leste da China, quase três quartos das pessoas que começaram a comprar on-line durante a pandemia não querem voltar às compras no mundo físico, pela praticidade e por medo de se expor em ambientes públicos.

 

Além das compras houve avanço nos atendimentos médicos feitos pela internet. Os quatro principais serviços chineses WeChat Doctor e WeDoctor (da Tencent), JD Health e Ping An Good Doctor tiveram crescimento médio de tráfego de 900% entre janeiro e fevereiro. Houve ainda uma mudança no perfil de uso, com mais idosos aderindo às plataformas.

 

“O consumidor gostou da comodidade de receber tudo em casa. Até os mais velhos, mais resistentes à tecnologia, entraram nessa”, diz Felipe Zmoginski, fundador e presidente da Inovasia, consultoria que trabalha com empresas brasileiras que querem fazer negócios com a China e vice-versa.

 

Na avaliação de Zmoginski, existem muitas diferenças culturais e de maturidade de tecnologia em relação à China e o Ocidente, mas várias tendências que surgiram no país já se espalharam pelo mundo e têm características para ser replicadas no Brasil. Ele cita como exemplos as bicicletas que operam sem estações fixas (dockless) e o Amazon Live, um serviço de venda de produtos por meio de transmissões feitas ao vivo pela internet. “Um lugar tão inovador quanto o Vale do Silício copia a China”, diz.

 

As transmissões ao vivo estão na lista das tendências que têm crescido na China. Em fevereiro, primeiro mês da quarentena, um milhão de transmissões ao vivo para vendas de produtos foram feitas no Alibaba, segundo a companhia, um crescimento de 719% em relação a janeiro. A tendência já começa a chegar ao Brasil. Na semana passada o Magazine Luiza começou a organizar lives pelo Instagram com influenciadores e vendedores de seu marketplace (shopping virtual).

 

Outras tendências detectadas pela Inovasia foram as entregas na mesma hora; alimentação saudável e preocupação com a saúde.


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