SOPESP NOTÍCIAS

Home   /   Eventos   /   Companhias organizam a volta dos funcionários aos escritórios

Companhias organizam a volta dos funcionários aos escritórios


Fonte: Valor Econômico (6 de julho de 2020 )
Luciana Paganato, VP de RH da Unilever, que adotou aplicativo de check in para funcionários semelhante ao usado para voos — Foto: Divulgação

O dia 1º de junho marcou a volta de parte dos funcionários da Mapfre ao escritório. O retorno, escalonado, começou pela alta direção da empresa. “Precisávamos experimentar primeiro para ver se era preciso melhorar alguma coisa”, diz Francisco Labourt, diretor de recursos humanos. Em seguida, mais empregados puderam retornar ao escritório em São Paulo e às mais de 70 sucursais. No fim de junho, cerca de 20% dos 3.500 funcionários tinha retornado.

 

Ainda que a meta seja aumentar essa porcentagem gradativamente, três grupos permanecem em casa: grupo de risco direto, como as pessoas com doenças crônicas, grupo de risco indireto, formado por aqueles que moram com pessoas do grupo de risco direto, e profissionais com filhos menores de 12 anos que ainda estão sem aulas presenciais. Para minimizar os riscos de contágio no retorno ao trabalho, a Mapfre faz testes para covid-19 em todos os que voltam ao escritório e, após essa testagem inicial,, os funcionários são monitorados por profissionais de saúde diariamente por meio de um aplicativo. No app é preciso responder a algumas perguntas. “Para identificar precocemente qualquer situação que possa trazer risco”, diz Labourt. A partir das respostas dadas pelo empregado existe um fluxo de protocolos para manter a segurança.

 

Além disso, a multinacional também elaborou um guia sobre como agir no escritório. É preciso usar máscara o tempo todo, o layout das mesas foi refeito para garantir o distanciamento necessário e sinalizações foram colocadas para lembrar as pessoas sobre a distância segura. O horário de entrada também foi flexibilizado e é possível começar o expediente entre 7h e 11h.

 

Do seu lado, o RH reforçou a comunicação interna. Fez, por exemplo, um vídeo mostrando como seria a chegada ao escritório, desde como passar pela catraca sem usar as mãos, a necessidade de passar álcool em gel ao ingressar no prédio e a recomendação de entrarem apenas duas pessoas por vez nos elevadores. “Contamos as mesmas coisas todos os dias, como o uso da máscara o tempo todo e a necessidade de lavar as mãos de modo neurótico. Trabalhamos com os colaboradores o sentido da responsabilidade individual, porque, no fim do dia, é o comportamento dele que faz a diferença.”

 

Na Unilever, a tecnologia também será uma aliada no retorno dos funcionários ao escritório, previsto para agosto – mas sem data cravada, dependendo do desenrolar dos acontecimentos. A empresa tem cerca de 15% dos 11, 5 mil empregados no Brasil trabalhando no escritório. Assim como a Mapfre, a empresa vai usar um aplicativo, mas de uma forma diferente. “Será para check-in, como se fosse o ‘boarding pass’ do avião, que vai dar diretrizes fundamentais para garantir a segurança do funcionário e da operação”, explica Luciana Paganato, vice-presidente de recursos humanos da Unilever.

 

Na primeira abertura, somente 15% dos profissionais vão retornar para os escritórios de São Paulo e Valinhos, priorizando as posições mais críticas, como a equipe do departamento jurídico que precisa consultar documentos físicos, o pessoal de RH que precisa consultar prontuários e os profissionais de operações para os quais a presença física facilita o trabalho. “Esses estão sendo priorizados sempre que se sintam confortáveis em ir”.

 

Um dia antes de ir ao escritório, será preciso entrar no aplicativo e fazer o check-in – para ver se há espaço disponível. Havendo disponibilidade, o check-in é feito e o funcionário reserva seu assento – local onde irá trabalhar. “O aplicativo vai limitar o número de pessoas”, diz a executiva. Para conseguir “embarcar”, será preciso responder a algumas perguntas – como se teve contato com alguém com sintomas ou se a própria pessoa apresenta algum sintoma. Nessa primeira fase, ninguém que usa transporte público poderá ir ao escritório. O plano é aumentar a quantidade de pessoas para 30% após três ou quatro semanas da chegada da primeira turma à sede.

 

Uma vez no escritório, o funcionário terá que seguir uma série de regras. O fluxo pelos andares não será permitido livremente e há um número máximo de pessoas no elevador. “Para tudo há protocolo, garantindo o distanciamento social e evitando toques de superfícies”, diz Luciana. O uso de salas de reunião continuará proibido.

 

Na Camil Alimentos, ainda sem data de retorno, o plano de volta foi desenhado para 200 dos 3,5 mil funcionários que atuam no escritório. Até que se tenha controle da pandemia, não poderão voltar as pessoas com mais de 60 anos, por exemplo. Em um primeiro momento, serão avaliados os casos de quem tem filhos em idade escolar enquanto as escolas ainda estão fechadas. Com isso, cada diretoria, em função do seu time de funcionários, montou grupos cíclicos de pessoas que vão alternar a ida ao escritório.

 

Como haverá um contingente menor de pessoas na empresa, sempre haverá nas mesas de trabalho um lugar desocupado de um lado e de outro. As mesas do refeitório, antes utilizadas por quatro pessoas, agora terão apenas um funcionário por vez. O piso foi marcado para alertar sobre o distanciamento correto e as portas permanecerão abertas.

 

Além de instalar totens pelo escritório para uso do álcool em gel com acionamento pelo pé, a Camil vai distribuir um kit para os funcionários com equipamentos de proteção -máscara de acrílico, máscaras de pano, álcool em gel de uso individual e cartilha de como usar o kit. A empresa também vai estimular os empregados a levarem a própria marmita, evitando contato com superfícies e outras pessoas na hora do almoço. Para isso, além de disponibilizar receitas de fácil preparo, a companhia flexibilizou o benefício do vale refeição, permitindo que o valor seja creditado no vale alimentação – que pode ser usado em supermercados. “A decisão é do funcionário, mas queremos oferecer possibilidades”, afirma Érika Magalhães, diretora de desenvolvimento humano e organizacional da Camil.

 

Com o retorno ao escritório se aproximando, a Omint Saúde e Seguros começou a receber dúvidas de empresas parceiras. “As empresas estavam questionando uma série de pontos, pedindo nosso apoio”, diz Marcos Loreto, diretor médico técnico da Omint. A seguradora conversou com médicos infectologistas e elaborou um guia gratuito de retorno ao trabalho, destinado aos departamentos de RH. O material traz dicas sobre a distância segura entre as pessoas, uso de máscara e de elevadores, limpeza e disposição do ambiente e sobre testagem. “Há uma preocupação dos RHs com a segurança no retorno, como mitigar os riscos. Não é só organizar o espaço, é como tocar o dia a dia nessa nova realidade”, conclui Loreto.


Mais lidas


  Estivemos presente na primeira Expo Retomada – Evento Teste Oficial autorizado pelo Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de Santos, para falarmos sobre a reabertura dos eventos.   Nosso Diretor-Executivo, Ricardo Molitzas participou no 3º Painel: “Novas oportunidades de gestão para o setor de eventos” ao lado da Sueli Martinez […]

Leia Mais

Os assistidos pelo Instituto Portus de Seguridade Social, o fundo de pensão dos portuários, obtiveram importante vitória na Justiça. O juiz José Alonso Beltrame Júnior, da 10ª Vara Cível de Santos, concedeu liminar em que determina a suspensão do aumento na contribuição dos participantes da ativa e aposentados.   A ação civil pública foi promovida […]

Leia Mais

Através de um investimento de 100 milhões de euros, a Tesla irá entregar os dois primeiros navios porta-contêinereselétricos à Holandesa Port-Liner, em Agosto.   Após a entrega, a Tesla entregará ainda mais seis navios com mais de 110 metros de comprimento, com capacidade para 270 contentores, que funcionarão com quatro caixas de bateria que lhes […]

Leia Mais