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País tem redução de 20% nas horas trabalhadas, diz OIT


Fonte: Valor Econômico (1 de julho de 2020 )
Foto: Divulgação

O Brasil teve uma redução de 20,1% em horas trabalhadas no segundo trimestre, equivalente a perda de 15 milhões de empregos e uma das mais elevadas globalmente, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

A entidade afirma que, no caso do Brasil, as perdas mais acentuadas de horas trabalhadas são uma dos reflexos da expansão da covid-19 no país.

 

Guy Ryder, diretor-geral da organização, afirmou que, no geral, o atraso indevido no combate ao vírus “tem consequências em perda de empregos, renda, sobrevivência”, numa crítica indireta ao governo brasileiro, conhecido por minimizar a severidade da pandemia.

 

A América do Sul tem o maior aumento percentual de perda de horas trabalhadas no mundo, com redução de 20,6% nas horas trabalhadas comparado ao trimestre anterior, equivalente a 32 milhões de empregos no segundo trimestre – ante 4,8% de horas de trabalho perdidas no primeiro trimestre, representando 7 milhões de empregos.

 

“A América do Sul nos traz sérias preocupações, com impacto socioeconômicos consideráveis”, afirmou Ryder.

 

Globalmente, a perda de empregos por causa da crise provocada pela pandemia da covid-19 tem sido mais severa do que previsto e se agrava especialmente nos países em desenvolvimento, de acordo com a OIT.

 

As novas projeções da entidade mostram que o número de horas trabalhadas no mundo no segundo trimestre caiu 14%, o que equivale a perda de 400 milhões de empregos a tempo integral (levando em conta semana de 48 horas de trabalho).

 

Isso representa uma clara deterioração no mercado de trabalho comparado a projeção anterior que apontava para baixa de 10,7%, o que atingiria 305 milhões de empregos atingidos.

 

Para o segundo semestre, as projeções da OIT sugerem que a recuperação do mercado de trabalho é incerta e incompleta. No cenário de referência, ainda haverá 4,9% de aumento nas horas de trabalho perdidas comparado ao último trimestre, ou 140 milhões de empregos. No cenário pessimista, considerando uma segunda onda da pandemia, a perda de horas de trabalho chegaria a 11,9%, equivalente a 340 milhões de empregos. Mesmo no cenário otimista, baseado em rápida recuperação global do mercado de trabalho, as horas de trabalho dificilmente voltam ao nível do pré-crise.

 

Para a OIT, existe um claro risco de continuação de perdas de emprego em escala global. A situação é mais difícil para as mulheres, com o risco de a pandemia da covid-19 anular modestos ganhos na luta de décadas pela igualdade com os homens no mercado de trabalho. As graves repercussões da pandemia sobre as trabalhadoras têm a ver com sua super-representação em setores em crise como hotelaria, restaurantes, comércio e industria manufatureira.

 

A entidade reconhece que governos adotaram medidas de amplitude sem precedentes, num total de US$ 10 trilhões, mas acha que mais deve ser feito para proteger por exemplo os grupos vulneráveis e particularmente afetados.

 

A situação grave do emprego no mundo vai ser debatida numa cúpula mundial sobre covid-19 e o mundo do trabalho, que a OIT organiza virtualmente na semana que vem, com representação de governos, empregadores e trabalhadores.


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