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Ecorodovias estuda parcerias e oferta de ações para crescer


Fonte: Valor Econômico (1 de julho de 2020 )

Mesmo com a atual crise, a Ecorodovias segue interessada em novos leilões de rodovias. Para isso, a companhia avalia formar consórcios ou fazer uma oferta subsequente de ações (follow-on), na qual os atuais sócios poderiam injetar capital.

 

Há dois alvos em estudo: as rodovias federais BR-153, entre Tocantins e Goiás, e a Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro. Ambos são leilões de grande porte, especialmente o da Dutra, cujo novo contrato deverá exigir R$ 17 bilhões de investimento.

 

Em caso de vitória em um leilão, o grupo poderá recorrer a uma oferta de ações, afirmou ontem Marcello Guidotti, diretor financeiro e de relações com investidores, em teleconferência.

 

O executivo sinalizou que, caso a oferta se confirme, o grupo italiano Gavio deve ampliar seus investimentos. “A companhia tem manifestado interesse em crescer na Ecorodovias e no Brasil. [O eventual follow-on] está alinhado com a estratégia deles”, disse.

 

A empresa italiana já é controladora da Ecorodovias, ao lado do grupo brasileiro CR Almeida. O controle é compartilhado: cada um detém 50% da Primav Infraestrutura, que por sua vez tem 64% das ações ordinárias da holding de concessões.

 

Questionada pela reportagem sobre a possibilidade de os italianos assumirem o controle, a Ecorodovias disse que, em eventual follow-on, o aumento de capital seria feito via Primav, tanto pela Gavio quanto pela CR Almeida.

 

Outra possibilidade para ampliar o fôlego financeiro da Ecorodovias nos leilões é formar um consórcio, afirmou Guidotti. “Sabemos que o volume de investimento dos projetos são grandes. Se tivermos a oportunidade de um parceiro, será uma opção.”

 

Desde o início da crise, a Ecorodovias tem trabalhado para rolar dívidas que venceriam neste ano. Até agora, a empresa já conseguiu refinanciar R$ 1,55 bilhão de um total de R$ 3,37 bilhões de empréstimos que venceriam até dezembro. As negociações de créditos para o segundo semestre também estão avançadas.

 

A companhia encerrou o primeiro trimestre com resultados positivos, impulsionados principalmente pelo início da cobrança de pedágio nas concessões Eco050 (ex-MGO) e Eco135, além do reajuste tarifário médio de 1,4% nas demais rodovias.

 

O lucro líquido da empresa cresceu 8%, chegando a R$ 148,1 milhões, e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 20,6%, para R$ 509,3 milhões no trimestre.

 

Porém, assim como nas demais operadoras do setor, a pandemia tem derrubado receitas. No acumulado de 2020, a queda no tráfego consolidado já é de 6,7% – se excluídas a Eco050 e Eco35, a retração estaria em 13,2%.

 

Em relação aos reequilíbrios, Guidotti diz que ainda não há uma definição sobre a metodologia de cálculo, que está sendo discutida com as demais empresas.

 

Em São Paulo, ele afirma que está em fase avançada a negociação de um aditivo para a Ecovias dos Imigrantes, que liga a capital paulista à Baixada Santista.

 

As conversas já estavam em curso desde o ano passado e deverão incluir desequilíbrios antigos. “A expectativa é positiva, em breve teremos uma resolução total ou parcial”, afirmou.


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