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Brasil é o quinto país com maior dificuldade para o home office


Fonte: Valor Econômico (29 de junho de 2020 )

Em um índice com 30 países, que inclui Estados Unidos, China e África do Sul, o Brasil é o quinto país com maior dificuldade de implementar o home office em larga escala. A conclusão está em um novo estudo do MIT (Massachusetts Institute of Technology), que indica que há países com melhores condições de prosperar economicamente em meio ao lockdown e distanciamento social.

 

Todos os países em desenvolvimento terminaram nas posições mais baixas do índice, principalmente pela infraestrutura ruim de internet e por características demográficas. Os dados que levaram o Brasil à quinta pior posição foram: 67% da população com acesso à internet a uma velocidade média de 24 mbps; 47% da famílias brasileiras têm morador com menos de 15 anos e a falta de dados disponível a respeito do percentual de profissionais empregados que têm experiência no trabalho remoto.

 

“No geral, o Brasil é um mix em termos do quão fácil ou difícil pode ser a transição para o trabalho remoto. Do lado positivo, há menos pessoas trabalhando em ocupações que exigem alta proximidade física. Por outro lado, os lares brasileiros têm fatores que podem dificultar o trabalho em casa. Muitos têm filhos pequenos que podem distrair os adultos. O acesso e a velocidade da internet também estão bem abaixo da média vista nos países desenvolvidos”, afirma Seth G. Benzell, um dos autores do estudo, ao Valor.

 

Para os pesquisadores Sarah H. Bana e Seth G. Benzell, do MIT Initiative on the Digital Economy e Rodrigo Razo Solares, da Anáhuac University, no México, o índice pode auxiliar decisões de governos e da liderança das empresas à medida que as economias dos países forem sendo reabertas. Mesmo porque há uma chance razoável, afirmam, de novas paralisações ocasionadas por ondas de contágio do coronavírus ou desastres pós covid-19.

 

O índice foi formado a partir de quatro componentes. O primeiro analisa as ocupações dos 30 países e o grau exigido de proximidade para que o trabalho seja realizado. Dentistas, barbeiros, garçons e comissários de bordo, por exemplo, não pode trabalhar remoto. Economias com grande participação dessas ocupações, que demandam alta proximidade, tendem a sofrer mais com o impacto do distanciamento social. Espanha, Irlanda e Estados Unidos têm mais de 10% de sua força de trabalho em tais ocupações, enquanto China e Brasil têm menos de 5%. Acesso e qualidade da internet, percentual de famílias com um filho em casa e a percentual de profissionais empregados que já trabalham em casa ocasionalmente são os outros componentes.

 

Luxemburgo, o país mais bem avaliado, possui a maior inclusão digital e ocupa o quarto lugar em percentual de trabalhadores que já têm experiência com home office. Contou também o fato do país europeu, em termos ocupacionais, ter uma alta participação de cientistas, engenheiros e profissionais de negócios e administração, ou seja, trabalhadores que conseguem se adaptar mais ao home office. A Suécia foi a segunda melhor avaliada principalmente porque uma parcela muito grande da população do país já trabalha em casa às vezes (29,4%, maior do que em qualquer outro país da amostra). A Estônia, que é um país conhecido pela ampla digitalização dos serviços públicos, foi a 6ª mais bem avaliada. Os Estados Unidos aparecem em 11º e a China em 25º.

 

A principal conclusão do índice é que nenhum país está totalmente preparado para uma adoção em larga escala do trabalho remoto. Ao implementar medidas de isolamento social, os governos levam em conta também o custo econômico de fazê-lo, enquanto as regiões onde o trabalho remoto é mais difícil de ser realizado podem ser mais suscetíveis a demissões, queda da atividade econômica e até menor demanda por produtos, afirmam os pesquisadores.


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