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Lucro da Copersucar caiu 33% da safra 2019/20


Fonte: Valor Econômico (24 de junho de 2020 )
João Roberto Teixeira, da Copersucar: coronavírus não afetou resultados na safra 2019/20 — Foto: Leonardo Rodrigues/Valor

A Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol do mundo e com negócios de logística, encerrou a safra 2019/20 com um lucro líquido de R$ 119 milhões, redução de 33% ante a temporada anterior.

 

A queda é reflexo de efeitos não recorrentes. Na safra anterior, a companhia havia registrado um ganho não recorrente de R$ 70 milhões relacionados ao aumento de sua participação na Logum, após a saída dos ex-sócios Odebrecht e Camargo Correa. A companhia também registrou perdas relacionadas a ajustes de contabilidade da Eco-Energy, que foram adequados ao balanço da Copersucar.

 

Excluindo esses efeitos, o lucro operacional ficou em R$ 136 milhões, 31% acima do resultado da temporada anterior.

 

O faturamento da companhia bateu a marca dos R$ 30 bilhões pela primeira vez e representou um crescimento de 5,1% ante a safra anterior. Em dez anos, a receita da companhia cresceu sete vezes. Em coletiva na manhã desta terça-feira, o presidente da Copersucar, João Teixeira, disse que “houve melhora de resultados operacionais em todas as linhas de negócio.”

 

A maior parte do faturamento veio do negócio de etanol da Copersucar nos Estados Unidos, a Eco-Energy. O negócio comercializou 9,2 bilhões de litros de etanol na última safra, aumento de 2%, e representou 58% da receita da Copersucar. Globalmente, a companhia comercializou 14,2 bilhões de litros de etanol, aumento de 2,3% ante a safra anterior.

 

No Brasil, o volume de etanol das usinas associadas que foi comercializado pela Copersucar alcançou 5 bilhões de litros, um incremento de 4%. Desse total, as vendas para o mercado externo cresceram para 4,7 bilhões de litros (alta de 15%), enquanto as vendas para o mercado interno recuaram para 300 milhões de litros (queda de 57%).

 

As usinas associadas aumentaram o volume de cana processado na safra passada em 7,3%, para 87,7 milhões de toneladas. Como a maior parte dessa cana foi destinada para a produção de etanol, o volume de açúcar das usinas associadas comercializado pela Coperucar sofreu uma redução de 3%, para 3,7 milhões de toneladas. Desse montante, o foco foi para o mercado interno, onde as vendas cresceram 5,9% (para 1,8 milhão de toneladas), enquanto as vendas para o exterior recuaram 9,5% (para 1,9 milhão de toneladas).

 

No comércio global de açúcar, em que a Copersucar atua em parceria com a Cargill através da trading Alvean. A joint venture comercializou mais de 10 milhões de toneladas, marcando uma participação de mercado de 32%.

 

Ao longo da safra, os investimentos da companhia totalizaram R$ 124 milhões, superando os da temporada anterior em quase três vezes.

 

Teixeira disse que a pandemia de coronavírus não teve efeitos significativos no resultado da safra passada, mas ressaltou que a companhia reforçou sua liquidez com novos financiamentos quando a crise começou. Porém, por causa das condições na época, a companhia arcou com uma dívida mais cara e de menor prazo do que seu perfil de crédito. Agora, a companhia quer trazer esses indicadores para “um nível compatível” com seu risco de crédito, afirmou.

 

“Os juros subiram um pouco ante o que era antes. Agora estamos avaliando para ver como trazer o custo adicional criado no auge da pandemia para patamares históricos e compatível com nosso risco de crédito. Mas não foi um crescimento relevante, foi uma dívida marginal”, afirmou.

 

Ele não detalhou os valores e as taxas, mas disse que o financiamento, em reais, permitiu o reforço de seu caixa três vezes acima do caixa mínimo da companhia. No fim da safra 2019/20, a Copersucar tinha R$ 2,7 bilhões em caixa, R$ 800 milhões acima do registrado um ano antes.

 

A dívida de curto prazo no fim da safra era mais que o dobro de um ano antes, em R$ 1,2 bilhão, embora a dívida líquida, descontados os estoques, tenha encerrado 6% menor, em R$ 1,6 bilhão.

 

“Apesar da nova situação não ter impactado significativamente o resultado da safra 2019/2020, ela criou desafios. Com o reforço de nossa estrutura de liquidez daremos maior proteção e estabilidade às usinas associadas, um importante diferencial competitivo. O fortalecimento e a flexibilidade da companhia do ponto de vista operacional, com entrega de resultados consistentes, associados ao engajamento da nossa equipe e à boa estratégia de gestão financeira, evidenciam que a Copersucar deve passar bem por este momento de instabilidade, tornando-se ainda mais forte e representativa ao término deste período desafiador”, disse o executivo, em comunicado.


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