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Parceria com iniciativa privada transforma o Porto de Paranaguá


Fonte: Portos e Navios (23 de junho de 2020 )

A parceria entre autoridade portuária e operadores da Portos do Paraná está transformando o Porto de Paranaguá. Nesta semana, começou a funcionar um novo shiploader, equipamento usado para carregar navios, no berço 206. Também está sendo instalado um novo guindaste móvel para descarga de fertilizante, nos berços 208, 209 e 211.

 

Os investimentos são privados e fazem parte dos contratos firmados entre as empresas operadoras, arrendatárias e o poder público. “O modelo de gestão atual obedece às linhas landlord, em que a autoridade portuária é responsável pela administração do porto e por oferecer a estrutura necessária às atividades de movimentação de cargas. Já a iniciativa privada é responsável pela superestrutura: equipamentos, armazéns e mão de obra”, explica o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

 

Neste modelo, os bens reversíveis, adquiridos pelo setor privado, passam a integrar o patrimônio da União após o período de contrato.

 

SHIPLOADER – O investimento de R$ 30 milhões no berço 206 é da Bunge. O equipamento fez a primeira operação essa semana e carregou 32 mil toneladas de farelo de soja no navio Siana, que partiu com destino a Cingapura.

 

O shiploader faz parte de um projeto de modernização da faixa portuária e possui sistema de captação de pó, que reduz a emissão de partículas no ar durante o carregamento de navios. “Ele permite um carregamento mais direcionado e com isso evita a emissão de poeira no embarque. O resultado é uma operação mais limpa no Porto de Paranaguá”, diz o diretor de Operações, Luiz Teixeira.

 

MHC – A Rocha Terminais Portuários vai instalar uma nova grua móvel para desembarque de fertilizantes, nos berços 208, 209 e 211. O investimento é de 3,6 milhões de Euros (€). O guindaste tem capacidade de 100 toneladas de carga e grabs de descarga de 28 metros cúbicos. O equipamento chegou no último dia 06 e deve entrar em operação nos próximos dias.

 

PORTÊINER – Em julho, dois equipamentos para movimentação de contêineres usados no porto completam um ano. Os portêineres são os maiores do Brasil, com 66 metros de lança e 50 metros de vão livre a partir do trilho, podendo alcançar até 24 fileiras no navio.

 

A aquisição faz parte da ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). Os investimentos superam R$ 600 milhões, sendo considerada a maior obra do setor portuário do Brasil nos últimos anos.

 

MAIS UM BERÇO – O terminal da Fospar, operadora de graneis sólidos de importação nos berços 200 e 200A, no Porto de Paranaguá, prevê um aumento de 600 mil toneladas por ano, a partir deste ano, com a conclusão dos recentes investimentos – cerca de R$ 225 milhões – e retomada de utilização do berço interno do píer (200A).

 

Em um projeto próprio de otimização, que teve início em 2016 e foi concluído no ano passado, a empresa construiu um novo armazém, fez a dragagem do berço interno e equipou o terminal com novos sistemas de correias transportadoras para a descarga (dos navios) e também para o carregamento de caminhões e vagões, bem como a implantação de sistemas e tecnologias de ponta para dinamizar a operação logística.

 

Com as recentes melhorias, a empresa passa a contar com dois armazéns, dois sistemas de correias de descarga de produtos, e outros quatro sistemas de retomada para carregamento, que servem para carregar tanto vagões como caminhões que levam os produtos para o destino.

 

As novas estruturas bem como a retomada da utilização do berço interno foram operacionalizadas a partir de março após a obtenção de todas as autorizações dos órgãos competentes.

 

ARMAZENAGEM – Na retroárea, um grande investimento em expansão foi realizado, este ano, pela empresa Cattalini, uma das principais operadoras dos graneis líquidos no Porto de Paranaguá. Desde abril está em operação o novo centro de tancagem, o CT4.

 

Como informa a empresa, na área de 25.700 metros quadrados são 17 tanques com capacidade de armazenar até 91.000 m3 de líquidos. O novo CT, segundo a Cattalini, aumenta a capacidade estática da empresa em 17,5%.

 

Com as novas instalações, a operadora dispõe de 133 tanques, 610 mil m³ para armazenagem de diversos produtos, distribuídos em cinco Centros de Tancagens (CTs) alfandegados e entrepostados.


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