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Manoel Ferreira Jr. acredita na força do Nordeste


Fonte: Brasil Export (22 de junho de 2020 )

 

A Agemar, empresa holding que atua em infraestrutura e logística há 37 anos, está patrocinando o Fórum Nordeste Export.  A empresa trabalha nas áreas de operações portuárias nos portos do Recife e Suape, transporte marítimo, armazenagem e distribuição, administração de terminais aeroportuários e locação de módulos e contêineres habitáveis.

 

O diretor da Agemar, Manoel Ferreira Jr, que faz parte do Conselho do Nordeste Export, é vice-presidente do Sindope (Sindicato dos Operadores Portuários de Pernambuco),  vice-presidente da Fenop (Federação Nacional das Operações Portuárias) e diretor regional da CBC – Câmara Brasileira de Contêineres, além de membro do Conselho de Gestão do Lide Pernambuco.

 

O empresário conta que a Agemar iniciou suas atividades como agência marítima em 1983. “Ao longo dos anos, a empresa se expandiu por meio de constantes investimentos em tecnologias de última geração e capacitação de pessoal. Hoje, a holding Agemar controla empresas que atuam em oito segmentos”, afirma.

 

Sempre atenta às oportunidades do mercado, a Holding Agemar continua ampliando os negócios. Em agosto, a empresa aumentará suas operações de cabotagem graças ao investimento de R$ 11 milhões na construção de uma nova embarcação para transporte de combustíveis.  Além disso, a holding é sócia da Sulog, empresa que construiu e vai administrar o primeiro pátio de triagem do Porto de Suape que entra em operação em julho. Com uma área de 120 mil m², o empreendimento contou com um investimento de R$ 30 milhões.

 

 

Covid-19

Para Manoel Ferreira, a pandemia da covid-19 trouxe muitas dificuldades para a maioria das empresas devido à queda dos mercados, e também fez surgir muitos desafios para o futuro tendo em vista as mudanças de comportamento da sociedade que estão sendo verificadas a partir de agora.

 

“É uma experiência nova que traz muitos desafios, mas também muitas oportunidades. O importante agora é manter o ânimo e enfrentar as dificuldades com coragem e determinação. No Nordeste somos acostumados a enfrentar dificuldades e assim como vencemos os muitos obstáculos que surgiram ao longo de nossa história, vamos superar também os atuais”.

 

 

Na opinião do empresário, a crise ocasionada pela pandemia deverá perdurar por mais um ano. Ele afirma que o setor de infraestrutura terá um papel importante no processo de recuperação econômica. “Todo o processo de incremento da atividade econômica passa pelos modais portuário, aéreo ou rodoviário (não temos ferrovias). Além disso, acreditamos que o aumento do investimento público em obras de infraestrutura será fundamental para estimular a geração de negócios e o emprego”.

 

De acordo com o diretor da Agemar, os problemas gerados pela pandemia têm sido agravados pela polarização política, principalmente no Nordeste. “A briga dos governadores com o Governo Federal é um equívoco, os dois lados não se colocaram bem e isso dificulta a adoção de medidas mais equilibradas para o enfrentamento da covid-19”.

 

BR do Mar

Manoel Ferreira tem uma expectativa muito positiva em relação à Política de Estímulo à Cabotagem denominada BR do Mar: “Acho que a proposta traz benefícios para as pequenas e medias empresas de transporte marítimo, uma vez que vai possibilitar que elas possam expandir seus investimentos. Evidentemente, o projeto vem enfrentando resistência devido ao corporativismo que existe no setor. Trata-se de um mercado muito competitivo, mas eu acredito que a concorrência é o que move a economia”.

 

Segundo ele, a redução do AFRMM na cabotagem para os Portos do Nordeste assume um enorme papel, não só para equiparação de preços de produtos, mas como fator de indução da transferência de cargas do modal rodoviário para o marítimo.

 

Operadores Portuários

Com relação ao segmento de operação portuárias, o vice-presidente da Fenop analisa que a maioria das empresas está conseguindo se manter na crise: “O Brasil é uma matriz de agronegócios para o mundo todo, temos minério de ferro e petróleo. Ou seja, a exportação vai muito bem. Na importação há uma queda natural, nós nos acostumamos a importar grande quantidade da China, e temos a certeza de que este cenário mudará, valorizando a produção nacional. Item que consideramos fundamental ao setor será a manutenção do REPORTO, face à necessidade permanente de atualização dos equipamentos portuários”.


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