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Servidores da CDP paralisam atividades no porto de Vila do Conde


Fonte: SINDAPORT (16 de abril de 2020 )

Os servidores da Companhia Docas do Pará (CDP) paralisaram, na manhã desta quarta-feira (15), as atividades no porto de Vila do Conde, em Barcarena. O principal objetivo do movimento é impedir a terceirização da operação das balanças dos portos da Companhia. Ao meio dia, os serviços foram normalizados.

 

A Redação Integrada buscou contato com a presidência da CDP e aguarda posicionamento.

 

Os trabalhadores cobram também o retorno do pagamento do Adicional de Risco Portuário, retirado no fim do ano passado, e a contratação de novos técnicos aprovados em concurso público.

 

A presidência da empresa pública reunirá nesta quinta-feira (16) com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores Portuários de Pará e Amapá (Sindiporto PA/AP) para tratar das reivindicações. Marçal William, diretor do Sindiporto, argumenta que a tentativa de terceirização dos serviços da balança do porto de Vila do Conde é o início de um projeto para privatizar a CDP de forma total.

 

“Sabemos que é esse o entendimento do governo federal em relação aos serviços públicos. Eles pretendem privatizar tudo. Vila do Conde é um dos maiores portos em movimentação do Norte brasileiro e o maior dos terminais administrados pela CDP, que opera ininterruptamente com até oito embarcações atracadas, e 16 fundeadas”, afirma.

 

Os portuários argumentam também que estão submetidos a alto grau de estresse, dado o grande volume de operações realizadas naquele terminal, em contraste ao pequeno efetivo destacado para o serviço. Por esse motivo, cobram a contratação dos técnicos aprovados em concurso público.

 

“A administração argumenta que há falta de pessoal, porém o último concurso público aberto para técnico portuário ainda possui pessoal à espera de convocação. Também falta mão de obra para fiscalizar o porto internamente nos píeres e pátios de armazenagens de carga. O efetivo de servidores de Vila do Conde trabalha concentrado nos postos de plantão e balança em razão da falta de pessoal”, diz ainda o representante do Sindiporto.

 

O Adicional de Risco Portuário, ainda de acordo com os trabalhadores, é outra pauta que exige urgência. O adicional tem como função resguardar os técnicos, que estão expostos a materiais como “poeira de minérios diversos em grande quantidade, como manganês, alumina, ferro, e de fertilizantes, como cock e clincker, cargas igualmente altamente prejudiciais à saúde”, afirma o Sindiporto.

 

Além do alegado cenário de risco, os problemas trazidos pela pandemia de coronavírus também preocupam o movimento.

 

“Neste momento, os serviços de limpeza foram reduzidos, o que em contrapartida aumenta o risco de contaminação da doença entre os servidores. Como o porto é atividade essencial para o Estado e para o país, os servidores tem que permanecer trabalhando na linha de frente do combate à pandemia, na medida em que tratam diariamente com navios advindos de todas as partes do mundo, incluindo oriundos da Itália e China, e de vários outros que também apresentam altos índices de contaminação do novo coronavírus”, declara o sindicato.


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