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Importações do setor químico caem 3,9% no 1º tri, para US$ 9,5 bilhões


Fonte: Valor Econômico (16 de abril de 2020 )
Covid-19 levará à revisão estratégica da produção, diz Ciro Marino, presidente da Abiquim — Foto: Divulgação

A desaceleração da economia doméstica e os primeiros efeitos da crise da covid-19 já deixaram marcas na balança comercial do setor químico. Segundo relatório da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o déficit comercial do setor recuou 2,4% no primeiro trimestre, para US$ 6,8 bilhões, na contramão da tendência de crescimento vista em períodos normais.

 

As importações de produtos químicos totalizaram US$ 9,5 bilhões no primeiro trimestre, com queda de 3,9% na comparação anual, enquanto as exportações recuaram 7,2%, para US$ 2,8 bilhões, com o pior desempenho desde 2009.

 

Especificamente em março, as importações saltaram frente ao mês anterior tanto em volume quanto em valor, impulsionadas por produtos usados no enfrentamento da covid-19. Conforme a Abiquim, as compras externas de químicos alcançaram 4,2 milhões de toneladas, um recorde para o mês, com expansão de 36,1% ante fevereiro. Em valor, o crescimento foi de um recorde para o mês, com expansão de 36,1% ante fevereiro. Em valor, o crescimento foi de 10,8%, para US$ 3,2 bilhões, a maior cifra desde março de 2014.

 

Na pauta de importações, se destacaram os princípios ativos farmacêuticos, com expansão de 27,3% em valor, para US$ 234 milhões, e 10,5 mil toneladas, e cloro e álcalis, com crescimentos de 53,9%, para US$ 63,9 milhões, e de 56,5% em volume, a 423,7 mil toneladas.

 

Também houve expansão das importações de insumos considerados indispensáveis para a garantia da segurança alimentar, conforme a Abiquim, entre os quais intermediários para fertilizantes, com crescimento de 48,9% em valor, a US$ 564 milhões, e de 46% em volume, a 2,4 milhões de toneladas.

 

No acumulado do primeiro trimestre, as importações em volume subiram 3,2% na comparação anual, para mais de 10,7 milhões de toneladas, com “aumentos importantes em praticamente todos os grupos acompanhados, sobretudo em produtos químicos orgânicos (23,1%) e em resinas e elastômeros (9,6%)”, conforme a entidade.

 

As quantidades exportadas no trimestre, ou 3,7 milhões de toneladas, correspondem a crescimento de 20,7%, concentrado principalmente em alumina calcinada.

 

Para o presidente-executivo da Abiquim, Ciro Marino, os resultados da balança comercial “se somam a outras várias evidências de que o setor químico é essencial no combate da pandemia bem como será estratégico para a retomada da atividade econômica”.

 

“O setor é essencial e precisamos do imediato reconhecimento disso pelas autoridades com um olhar estratégico compatível ao tamanho do setor e do país. Entendemos que a aceleração da agenda de reformas estruturais é condição indispensável para a atração de novos investimentos com foco na diminuição da grave dependência externa de matérias-primas como os fertilizantes e de insumos farmacêuticos para os quais temos plena condição técnica de fabricação nacional”, afirma.


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