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Zilor e Copersucar iniciam emissão de títulos no RenovaBio


Fonte: Copersucar (15 de abril de 2020 )

A Zilor, que produz etanol de cana-de-açúcar em suas unidades São José, Barra Grande e Quatá, todas no interior de São Paulo, tornou-se o primeiro grupo econômico associado à Copersucar a aderir à Plataforma CBIO. Esse sistema faz a validação das notas fiscais de venda de etanol que servem de lastro para a emissão dos créditos de descarbonização (CBios) do Programa RenovaBio.

 

Para acessar a plataforma, a usina precisar estar certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As três usinas da Zilor foram certificadas em janeiro de 2020, mas foi preciso o desenvolvimento de um módulo específico apenas para as unidades associadas à Copersucar, devido ao modelo de negócios único da companhia, o que trouxe algumas diferenças de procedimento na contratação da ferramenta. Foi preciso aprender com essa nova experiência.

 

“O grupo é pioneiro e tem auxiliado as outras usinas associadas no processo de contratação dessa plataforma, juntamente com a Copersucar”, afirma o gerente de Comunicação e Relações Institucionais da Copersucar, Bruno Alves.

 

A ferramenta, desenvolvida pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro),  é considerada fundamental para a confiabilidade do RenovaBio. Ela realiza a validação dos dados na Receita Federal e calcula quantos créditos podem ser escriturados, levando em conta o volume de venda. Validados pelo sistema, os pré-CBios estão prontos para a escrituração por uma instituição financeira, tornando-se assim papéis negociáveis na B3 e, a partir dessa etapa, passam a ser considerados CBios.

 

“Evoluímos muito, já temos 21 das nossas 34 usinas certificadas, e, agora, aguardamos a escrituração dos nossos CBios”, afirma Bruno Alves. Com 34 usinas certificadas, a Copersucar poderá emitir 6 milhões de CBios por ano.

 

Economia sustentável

O presidente do Grupo Zilor, Fabiano Zillo, acredita que o RenovaBio, que busca reduzir a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), trará de volta um novo círculo virtuoso para o setor sucroenergético. “O Programa trará uma maior previsibilidade durante os próximos anos, oferecendo às empresas condições de planejarem os investimentos de forma sustentável”, avalia.

 

Segundo Zillo, será possível analisar criteriosamente melhorias nos parques fabris já instalados. “Podemos planejar o aumento do mix de produção de etanol ou de aquisição e construção de novas unidades produtoras”, analisa. “Atuamos como agentes da mudança para uma economia sustentável de baixo carbono.”


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