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Começa a faltar exame para novo coronavírus


Fonte: Valor Econômico (17 de março de 2020 )
Sidney Klajner, presidente do Albert Einstein, que interrompeu exames domiciliares e com pedido de médico particular — Foto: Ana Paula Paiva/Valor

Diante da forte demanda por exames para diagnóstico do novo coronavírus, os laboratórios de medicina diagnóstica estão com baixos estoques de reagentes, passaram a restringir a oferta e alguns hospitais já tiveram o fornecimento de testes interrompido no último fim de semana.

 

O grande receio é que não haja insumos, que são importados, para atender a população no momento de crise aguda da pandemia no país.

 

Maior rede de medicina diagnóstica do país e dona de bandeiras como Delboni, Sergio Franco, Alta Diagnóstica, a Dasa está perto de sua capacidade de produção e estoque, apesar de ter triplicado sua produção. A companhia enviou, ontem, comunicado aos médicos solicitando que eles que sejam seletivos nos pedidos de exame. A Alliar, que tem entre seus laboratórios o CDB, também está perto de sua capacidade máxima.

 

Desde ontem, o laboratório do Hospital Albert Einstein não realiza mais testes em domicílio. Além disso, aqueles pacientes que já chegam ao Einstein com pedido de exame assinado pelo médico particular terão que ser avaliados antes pelos médicos do pronto socorro. Esses profissionais vão definir se o exame pode ser feito. Com isso, apenas os pacientes internados no hospital e aqueles que fazem parte de grupos de risco poderão fazer o teste.

 

“Havia muitas pessoas sem sintomas, histórico de viagem ou contato com pessoas infectadas realizando o exame com pedido médico”, disse Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein. “Se continuássemos nesse ritmo poderia faltar reagente para quem realmente precisa do teste”, disse Klajner.

 

Desde o dia 26 de fevereiro, quando foi anunciado o primeiro caso positivo no país, o Einstein fez 8 mil exames. O laboratório tem capacidade diária para realizar 3,5 mil testes e processa atualmente, 1,6 mil. “É um número muito elevado. O resultado dos exames acaba demorando mais do que o normal por causa dessa demanda”, disse Klajner.

 

Paulo Chapchap, presidente do Hospital Sírio Libanês, destaca que há muitos pacientes sem sintomas realizando o teste e que o diagnóstico negativo nesse caso pode não ser o definitivo, o que acabará por demandar a realização de outro exame. “O correto é o isolamento para evitar a propagação. Não há sistema de saúde no mundo capaz de atender uma população infectada ao mesmo tempo ou com paciente fazendo vários testes”, disse Chapchap.

 

O Hermes Pardini parou de processar exames do novo coronavírus para outros laboratórios devido à falta de reagentes. “A empresa vem mantendo contato com fornecedores nacionais e estrangeiros em busca de insumos. Também estamos trabalhando para testar novas metodologias de análise”, informa comunicado enviado a seus clientes.

 

Um dos clientes do Pardini é a Hospital Care, um dos maiores grupos hospitalares do país. O Hospital São Lucas, que faz parte da holding e é localizado em Ribeirão Preto (SP), teve o abastecimento de kits do teste interrompido no fim de semana, com reposição feita somente ontem. “Os kits sumiram. É um absurdo. O governo precisa desonerar impostos para esse tipo de material, incentivar a construção de fábricas no Brasil”, disse Rogério Melzi, presidente da Hospital Care.

 

A Abramed, associação das empresas de medicina diagnóstica, está pleiteando à Anvisa a liberação de reagentes e outros insumos importados com mais rapidez. A CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde), protocolou junto ao governo pedidos para facilitar a aquisição de equipamentos e insumos para diagnóstico e tratamento da doença. Entre os principais pleitos estão: redução temporária a zero do imposto de importação, desembaraço alfandegário temporariamente facilitado, linha de financiamento sem juros via BNDES que também seria estendida para equipamentos respiratórios.

 

Segundo a Abramed, apesar da moeda americana ter atingido R$ 5, a compra dos insumos ainda não foi afetada porque os laboratórios têm contratos de longo prazo, protegidos da valorização do dólar.


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