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Estivadores de Setúbal avançam para greves parciais em solidariedade com colegas de Lisboa


Fonte: Revista Cargo (2 de março de 2020 )

Os estivadores da Operestiva, que trabalham para a empresa Sadoport, do grupo Yilport, decidiram fazer duas horas de greve ao primeiro turno e uma hora de greve ao segundo turno», disse à agência Lusa o presidente do Sindicato dos Estivadores Atividade Logística (SEAL), António Mariano. O líder sindical salientou que «os trabalhadores afetos à empresa Setulsete, que faz a cedência de mão-de-obra às empresas Tersado e Setefrete, vão fazer greve ao trabalho suplementar aos dias úteis. Ainda assim, a paralisação não afetará, para já, a logística da Autoeuropa.

 

Os trabalhadores decidiram, no entanto, pelo menos para já, poupar a Navipor, empresa que opera os navios que asseguram o transporte de automóveis produzidos na fábrica da Autoeuropa, em Palmela, notou o dirigente, que explicou à Lusa que as greves parciais ontem decididas em plenários realizados com os estivadores da Operestiva e Setulsete não são apenas uma forma de solidariedade com os trabalhadores do Porto de Lisboa, mas também uma mensagem de que não aceitam a estratégia das empresas de Lisboa, que também estão em Setúbal.

 

Os estivadores de Setúbal não aceitam esta estratégia de encerramento das empresas de trabalho portuário existentes, para depois abrirem outras ali ao lado, com perda de direitos e regalias dos trabalhadores, declarou António Mariano. Recorde-se que os estivadores afetos ao SEAL iniciaram no dia 19 uma greve parcial ao trabalho para quatro empresas de estiva deste porto que subscreveram a proposta de redução salarial de 15% e o fim das progressões de carreira automáticas, articulada pela A-ETPL, tal como a Revista Cargo oportunamente noticiou.

 

Posteriormente, no dia 21, os estivadores decidiram convocar uma greve total, de 9 a 30 de Março, face à decisão das sete empresas de estiva de pedirem a insolvência da A-ETPL (que cede mão-de-obra para a movimentação de cargas nos navios). Recorde-se que a assembleia-geral da A-ETPL decidiu recentemente pedir a insolvência da associação, face à situação financeira da empresa e à ausência de soluções para a sua viabilização.


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