SOPESP NOTÍCIAS

Home   /   Infraestrutura e Investimentos   /   Chuvas atrasam colheita de soja brasileira e congestionam portos

Chuvas atrasam colheita de soja brasileira e congestionam portos


Fonte: Money Times (6 de fevereiro de 2020 )

Outra onda de instabilidade climática tem atrasado a colheita de soja no Brasil, maior produtor e exportador mundial, e afetado os embarques nos portos.

 

As fortes chuvas têm prejudicado a colheita nos campos, e os navios começam a encalhar nos portos de Santos e Paranaguá. A sólida demanda pela oleaginosa responde às compras da China, maior importadora, diminuindo a preocupação de que o coronavírus prejudicará o comércio.

 

Um a fila “gigante” de navios está sendo formada nos portos, embora atrasos nos embarques possam ser temporários, disse Pedro Dejneka, sócio da MD Commodities, de Chicago, em mensagem de voz. A safra brasileira de soja foi recorde, e agricultores estão oferecendo preços mais atraentes do que rivais, como os EUA.

 

Nas últimas duas semanas, o volume de soja programado para embarcar nos principais portos dobrou para 7 milhões de toneladas, segundo dados da agência Williams.

 

A China encomendou cerca de 10 carregamentos da América do Sul, segundo pessoas com conhecimento do assunto. Agricultores dos EUA aguardam sinais de aumento da demanda depois do acordo comercial fechado entre Washington e Pequim.

 

As fortes chuvas que atingem os principais portos devem continuar durante o fim de semana, atrapalhando os embarques, disse Celso Oliveira, meteorologista da Somar Meteorologia, em entrevista por telefone. As condições podem melhorar entre 9 e 10 de fevereiro, embora a previsão seja de mais chuvas para os três dias depois de 11 de fevereiro.

 

“Assim que o clima ficar mais seco, os embarques vão acelerar, com o Brasil exportando grandes volumes” na primeira metade do ano, disse Dejneka, da MD Commodities.

 

Em janeiro, condições climáticas extremas causaram inundações em cidades e seca em algumas áreas produtoras de soja e cana-de-açúcar.

Em 30 de janeiro, o governo de Minas Gerais informou que 55 pessoas morreram em dois dias de inundações e deslizamentos de terra, deixando 30 mil desabrigados.

 

O volume de chuvas em Belo Horizonte foi o mais alto para o mês de janeiro em 110 anos, segundo a Somar. Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro também registraram inundações.

 

Por outro lado, a seca provavelmente causou perdas em algumas regiões de cultivo de cana-de-açúcar, soja e pecuária.


Mais lidas


    A desestatização do Porto de Santos deve ser concluída até o fim de 2022, de acordo com o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários no Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, durante o III Congresso de Direito Marítimo e Portuário. De acordo com ele, a consulta pública deve ser aberta até o fim […]

Leia Mais

Os assistidos pelo Instituto Portus de Seguridade Social, o fundo de pensão dos portuários, obtiveram importante vitória na Justiça. O juiz José Alonso Beltrame Júnior, da 10ª Vara Cível de Santos, concedeu liminar em que determina a suspensão do aumento na contribuição dos participantes da ativa e aposentados.   A ação civil pública foi promovida […]

Leia Mais

Através de um investimento de 100 milhões de euros, a Tesla irá entregar os dois primeiros navios porta-contêinereselétricos à Holandesa Port-Liner, em Agosto.   Após a entrega, a Tesla entregará ainda mais seis navios com mais de 110 metros de comprimento, com capacidade para 270 contentores, que funcionarão com quatro caixas de bateria que lhes […]

Leia Mais

Por causa da curvatura da Terra, a distância na qual um navio pode ser visto no horizonte depende da altura do observador.   Para um observador no chão com o nível dos olhos em h = 7 pés (2 m), o horizonte está a uma distância de 5,5 km (3 milhas), cada milha marítima igual a 1.852 […]

Leia Mais