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Fingir emoções no trabalho prejudica a saúde e a carreira


Fonte: Valor Econômico (5 de fevereiro de 2020 )

Fingir emoções no trabalho, em nome da “boa aparência” ou por uma questão estratégica, mais prejudica do que ajuda os profissionais, segundo uma pesquisa do Eller College of Management, escola de negócios da Universidade do Arizona (EUA). O estudo descobriu que as pessoas que agem de forma mais profunda no ambiente de trabalho, em relação ao que sentem, cultivam relacionamentos mais positivos e de confiança, o que pode ajudar na progressão da carreira. Do outro lado, quem finge ou controla demais o que sente, no longo prazo, pode prejudicar a saúde.

 

Allison Gabriel, professora de gestão da Eller College of Management, liderou um time de pesquisadores para analisar as emoções das pessoas no ambiente de trabalho. Separou aquelas que com “atuação superficial”, ou seja, que agem em desacordo com aquilo que sentem. “É quando você fica chateado ou frustrado com algo, mas por fora está tentando ser o mais agradável e positivo.” O outro grupo é aquele com uma “atuação profunda”, pessoas que agem alinhadas ao que sentem e pensam.

 

O objetivo do estudo, que analisou 2,5 mil funcionários de vários setores e foi publicado recentemente no “Journal of Applied Psychology”, foi entender por que as pessoas escolhem reagir de determinada maneira com os colegas, por que disfarçam emoções quando não há nenhuma regra determinando que o façam e, se existe benefício profissional com o fingimento.

 

Os pesquisadores identificaram alguns fatores que levam às pessoas a controlar ou fingir emoções e os dividiram em dois grupos. Aqueles considerados com um comportamento “pró social” (vontade de ser um bom colega de trabalho ou cultivar relacionamentos positivos) e aqueles que têm por objetivo gerenciar impressões (estratégia para ganhar acesso a recursos ou tentativa de deixar uma “boa aparência” frente a colegas e supervisores).

 

No final, correlacionaram esses comportamentos às pessoas que agem de forma mais superficial ou profunda. Descobriram que quem age seguindo o que está sentindo o faz para criar relações de trabalho, ao invés de buscar, por exemplo, obter acesso a recursos. Já aqueles que controlam emoções estão mais preocupados em gerenciar impressões do que em cultivar relacionamentos verdadeiros e positivos. E este posicionamento tem um custo, segundo Allison. “Vimos que o controle de emoções ou a tensão constante de agir de uma forma e sentir outra leva a um sentimento de exaustão emocional e até a um estado de tensão física.”

 

Allison pondera que esboçar um sorriso para sair de uma situação desconfortável pode funcionar no curto prazo, mas no longo o excessivo controle de emoções pode prejudicar a saúde e os relacionamentos profissionais. Do outro lado, agir de forma profunda, alinhado ao que se está sentindo, gera maior confiança dos colegas (o que pode ajudar na progressão da carreira) e o maior recebimento de ajuda por parte deles.

 

Estudos anteriores já apontaram o lado negativo de fingir emoções. Um deles, publicado em março de 2019, da Oklahoma State University, mostrou que se você e estar feliz, o sentimento verdadeiro (infelicidade) é exacerbado. A conclusão era que reprimir um sentimento o tornava mais forte.


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