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China reafirma que compras agrícolas junto aos EUA não afetam importações de outros países


Fonte: G1 (22 de janeiro de 2020 )
Vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, e presidente dos EUA, Donald Trump, assinam fase 1 de acordo comercial — Foto: Reuters

 

As compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos pela China não vão impactar as importações provenientes de outros países, disse nesta terça-feira (21) uma autoridade do Ministério do Comércio chinês.

 

A China vê como bem-vinda a entrada de produtos norte-americanos competitivos em seus mercados e espera que os EUA possam criar condições para facilitar as exportações ao país asiático, afirmou Li Xingqian em entrevista coletiva.

 

Li acrescentou ainda que a China vai expandir importações com base em condições de mercado e em linha com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

 

Como parte de um acordo comercial de Fase 1 assinado com os EUA na semana passada, Pequim concordou em realizar grandes aquisições de produtos agrícolas norte-americanos, mas ainda há dúvidas a respeito de uma série de questões.

 

O acordo comercial inclui promessa da China de comprar ao menos US$ 12,5 bilhões adicionais em produtos agrícolas em 2020, e ao menos mais US$ 19,5 bilhões a mais do que o nível de 2017, de US$ 24 bilhões em 2021. Porém, o governo chinês afirma que vai se basear em “princípios de mercado”.

 

‘Sem impacto’
Na semana passada, o vice-premiê Liu He já havia afirmado que outros fornecedores de commodities agrícolas para a China não serão impactados pelo acordo comercial com os Estados Unidos já que as compras serão baseadas em princípios de mercado.

 

“O mercado da China é uma parte muito importante do mercado internacional agora. Não é como se qualquer país pudesse exportar (para a China) tantos produtos quanto quiser. É preciso mostrar a competitividade do produto”, disse ele.

 

As declarações de Liu destacam as incertezas que ainda persistem sobre o acordo e como a China vai implementar o aumento nas importações dos EUA após 18 meses de disputa que levaram os compradores agrícolas chineses a mudarem suas cadeias de oferta.

 

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‘Condições de mercado’
A promessa da China de comprar produtos agrícolas dos Estados Unidos mediante “condições de mercado” ampliou as dúvidas de produtores e operadores de commodities, já aguçadas pela manutenção das tarifas sobre exportações norte-americanas.

 

Segundo pessoas familiarizadas com as negociações, a insistência do presidente dos EUA, Donald Trump, em um grande acordo para compras de produtos agrícolas foi um importante ponto de divergência nas conversas. A China desejava ter liberdade para comprar com base nas demandas.

 

Na quarta-feira (15), falando ao lado de Trump, o vice-premiê chinês, Liu He, afirmou que as empresas chinesas vão comprar produtos norte-americanos “baseadas em condições de mercado”.

 

A declaração pressionou as cotações da soja na bolsa de Chicago, que chegaram a recuar 1% ao longo da sessão.

 

“A soja despencou depois disso”, afirmou Terry Reilly, analista sênior de commodities da Futures International. “‘Quando o mercado ditar’ significa que eles podem não retornar (ao mercado dos EUA) por 36 meses. Quem é que sabe? Isso significa ‘quando eles precisarem e o preço for o certo’.”


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