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Portos como centro de cultura e de produção tecnológicas


Fonte: Portogente (19 de dezembro de 2019 )

Cada empresa tem o seu próprio escopo, seu próprio timing, operando assim segundo metas específicas e motivações. Nos tempos que se avizinham, é preciso muito mais do que o embalo pelo “instinto animal”, para as empresas se adaptarem ao nascente mercado global. Por conta da economia, gráficos e análises das indústrias e dos transportes brasileiros mostram resultados alarmantes. Por carência de estratégias, novas tecnologias ameaçam e mostram o Brasil incapaz de inovar.



O próximo ano será um marco de inovação tecnológica. Tecnologias da Internet das Coisas (IoT), blockchain e 5G descortinam a era 4.0. Isto irá mudar a vida no Planeta. Como já é jargão, modifica a forma como as empresas produzem e como consumimos; como as mercadorias e pessoas se movimentam; nos relacionamos e como usamos dinheiro. Esta nova onda exige estratégias inovadoras e novos perfis profissionais.

 

Exemplo prático desse processo no comércio marítimo é a plataforma TradeLens desenvolvida em conjunto pela Maersk e IBM, já conectando em blockchain mais de cinquenta terminais em portos ao redor do mundo. Sob a ótica da produtividade nesse setor, de múltiplos procedimentos e interesses, trata-se do estado da arte em troca de informação e posse documental, energia essencial para atender com excelência aos parâmetros do comércio marítimo.

 

Essa eficiência do TradeLens, no entanto, está muito à frente da realidade que se constata nas logísticas e cadeias de suprimento brasileiras. Há muitos desafios a serem enfrentados e com pressa, para evitar de se queimar um fator determinante do desenvolvimento: competência tecnológica. E preocupa o que afirma o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), em estudo recente: o Brasil vem abrindo mão de políticas de incentivo e de apoio à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação.

 

A exemplo de grandes portos mundiais e o de Suape, a atividade portuária, como centro logístico da sua hinterlândia, e no novo conceito de comunidades portuárias, incorpora papéis como o de um foco produtor de tecnologia e ciência. Tema hoje difícil de ser tratado no Brasil, com portos de gestão centralizada. Entretanto, é preciso pensar em inovação como uma transformação cultural profunda e abrangente.

 

A hora é agora.


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