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“CEOs brasileiros passam quase dois terços da vida dentro do escritório”


Fonte: Valor Econômico (19 de dezembro de 2019 )

Os executivos brasileiros estão trabalhando, em média, 11 horas por dia. Isso sem contar uma hora e meia gasta com o deslocamento até o trabalho. Restam para dormir 6 horas e meia e, para resolver assuntos pessoais, apenas 5. Esses dados fazem parte de uma pesquisa realizada pela consultoria BMI com 100 profissionais do alto escalão de 71 empresas, de diferentes setores da economia, com faturamento acima de R$ 1 bilhão.

 

Segundo a pesquisa, é possível notar que existe um desequilíbrio entre o lado pessoal e profissional. “Os CEOs passam quase dois terços da vida dentro do escritório”, diz Daniel Motta, da BMI Blue Management Institute, que conduziu o levantamento. E, quando estão na empresa, os executivos gastam mais de 30% do tempo com reuniões – que duram, em média, uma hora e dezoito minutos.

 

Ao analisar de perto a agenda dos executivos, segundo o consultor, fica claro que eles são arrastados no dia a dia por questões operacionais – que incluem as reuniões-, e têm pouco tempo para dirigir seu foco para desdobramentos de assuntos importantes. Mais da metade da jornada é dedicada a uma agenda “comum”, enquanto 26% é direcionada a assuntos importantes. O restante do tempo é consumido por urgências que os atropelam de última hora. “Eles gastam apenas um quinto da agenda com o que deveria ser prioridade ”, diz Motta.

 

Quando estimulados a dizer quais são os temas de maior relevância na agenda, a maioria indica os relacionamentos. Em seguida, aparecem a estratégia, análises funcionais e de negócios, organização e cultura, desenvolvimento profissional, gestão de crises, planos operacionais, fusões e aquisições, entre outros tópicos. “Chama a atenção que os executivos estejam incluindo em suas metas o próprio desenvolvimento profissional. o que antes não aparecia como prioritário”, afirma.

 

 

Para colocar em prática esse relacionamento com pessoas, que inclui lidar com diferentes públicos, os brasileiros, no geral, ainda preferem o contato presencial ou por telefone. Embora 84% usem meios de comunicação eletrônicos. Na divisão do tempo com pessoas, quem recebe mais atenção é a equipe (67,6%), seguida pelos parceiros, como consultores, clientes, investidores, representantes de bancos e fornecedores (23%). Depois, vem o conselho (15,2%) e outros, que incluem grupos de filantropia, mídia e governo (9,3%).

 

Ao apontar o que consideram que será essencial para a gestão em 2020, os executivos citam a busca por excelência na organização, a gestão de pessoas, a inovação tecnológica, o crescimento da empresa, a liderança, a adaptabilidade, entre outros temas.

 

Ao fazer uma análise de suas empresas em 2019, no entanto, quando perguntados sobre a gestão de tecnologia, ela surge como um dos aspectos pior avaliados. Dois terços dos participantes admitem que não ofereceram experiências digitais atraentes para os talentos. Apenas 4% disseram que tinham uma equipe com as habilidades requeridas para “as necessidades do amanhã”. E só 11% afirmaram que tiveram um sólido grupo de talentos para assegurar o crescimento do negócio.

 

Ao analisar a relação de suas empresas com a inovação, as respostas também não foram animadoras. “A maior parte não acredita que têm uma estrutura de TI apropriada para inovar”, diz Motta. Poucos executivos disseram acreditar que suas companhias são capazes de acompanhar as tendências do mercado. “Eles dão mais peso à gestão da marca, à operação e à rede de relacionamentos, que são dimensões que influenciam menos o desempenho da companhia do que a inovação, a tecnologia e a gestão de talentos.”


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