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CEOs mulheres são mais responsabilizadas por má conduta da empresa


Fonte: Valor Econômico (6 de dezembro de 2019 )

Há uma tendência maior de responsabilizar CEOs mulheres do que CEOs homens por falhas decorrentes de uma má conduta ética empresarial, segundo um estudo recente da Universidade de Virgínia. Os pesquisadores Nicole Votolato Montgomery e Amanda P. Cowen examinaram como o gênero de um líder influencia a percepção externa da organização. Para isso, eles avaliaram a opinião de consumidores após uma empresa vivenciar um fracasso – que poderia ser um defeito em um produto ou uma situação de falta de ética, como existir conhecimento internamente sobre esse defeito, mas a informação não ser divulgada ao público. Os resultados foram publicados no Journal of Personality and Social Psychology.

 

Foi encontrada uma correlação entre o gênero do CEO, o tipo de fracasso e a tendência de apoio externo à companhia naquele momento. “As mulheres estão mais sujeitas à maiores penalidades e responsabilizações por transgressões éticas devido aos persistentes estereótipos de gênero. Há uma tendência de categorizá-las com comportamentos mais coletivos e menos individuais, associando-as a um maior cuidado, sensibilidade, honestidade e compaixão. Mesmo em ambientes de liderança ainda se espera que as mulheres sejam mais coletivas que seus colegas homens”, dizem os pesquisadores.

 

No primeiro experimento, foi pedido a 512 participantes que lessem notícias a respeito de uma fabricante de automóveis e, depois, respondessem a uma pesquisa sobre a intenção de adquirir um veículo daquela marca. Um terço deles leu a notícia envolvendo uma transgressão ética, um terço leu a notícia expondo uma falha de fabricação e um terço leu apenas uma descrição geral sobre a companhia. Quando os participantes foram informados de que a empresa tinha conhecimento sobre um problema no sensor de combustível e não tomou medidas imediatas – uma falha ética – eles relataram uma intenção menor de comprar o veículo quando o CEO era uma mulher do que quando o CEO era um homem.

 

No entanto, quando os participantes foram informados de que a empresa desconhecia anteriormente a questão do produto – uma falha de competência – eles relataram uma intenção maior de comprar os produtos quando o CEO era mulher do que quando o CEO era homem. As intenções de compra do grupo que leram apenas a descrição da empresa não variaram de acordo com o gênero do CEO.

 

No terceiro experimento, no qual foram adicionadas descrições contendo estereotípicos associados ao sexo feminino, como “sensível” e “útil”, e ao masculino, como “qualificado” e “independente”, os participantes também se mostraram menos propensos a comprar o carro se a empresa enfrentasse uma questão ética, de conhecimento público e fosse liderada por mulher.

 

“Nossa pesquisa contribui para os estudos envolvendo líderes mulheres e fracassos organizacionais. O estudo também tem implicações práticas e teóricas e, mais importante, levanta questões para pesquisas futuras envolvendo o impacto de gênero na liderança, percepção do público e gestão de crise de comunicação”, dizem os pesquisadores.


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