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Mercado de luxo cresce 8% em 2019, para US$ 1,4 trilhão, aponta Bain & Company


Fonte: Valor Investe (5 de dezembro de 2019 )
Foto: Unsplash

O mercado global de luxo deve encerrar 2019 com crescimento de 8%, alcançando 1,26 trilhão de euros (US$ 1,39 trilhão), segundo um estudo elaborado pela consultoria Bain & Company e a fundação italiana Fondazione Altagamma, que representa os fabricantes de artigos de luxo daquele país.

 

Excluindo o efeito da variação cambial, as vendas de produtos de luxo no mundo aumentam 4% no ano.

 

A categoria de carros de luxo lidera o mercado, com vendas de 550 bilhões de euros estimadas para o ano e crescimento de 11% em relação a 2018. A categoria de hotelaria de luxo tem incremento de 8%, para 206 bilhões de euros.

 

Vendas de vinhos finos e destilados de luxo aumentam 7% no ano, para 76 bilhões de euros, impulsionados pelo avanço do mercado de gim. O segmento de vinhos por sua vez, apresenta incremento de um dígito simples.

 

As vendas de artigos pessoais de luxo (como joias e relógios) avançam 7% no ano, para 281 bilhões de euros. Dentro desse grupo, sapatos crescem 9%, para 21 bilhões de euros. As vendas de joias também avançam 9%, totalizando 21 bilhões de euros. As vendas de artigos de couro apresentam aumento de 7%, para 57 bilhões de euros.

 

A categoria de beleza cresce 3%, para 60 bilhões de euros. A categoria de vestuário tem alta de 1%, para 64 bilhões de euros. Já as vendas de relógios de luxo apresentam queda de 2% no ano, para 39 bilhões de euros.

 

A Bain & Company estima que a categoria de artigos pessoais de luxo crescerá, em média, 3,5% ao ano até 2025, chegando ao fim do período com vendas anuais entre 335 bilhões de euros e 375 bilhões de euros. Esse crescimento pode ser menor se houver mudanças no cenário econômico internacional ou crise política nos países.

 

De acordo com a consultoria, esse crescimento virá principalmente do aumento no número de consumidores de artigos de luxo. A base de clientes da categoria passará de atuais 390 milhões de pessoas para 450 milhões em 2025, um aumento de 15,4%. A expansão da classe média na Ásia vai liderar esse avanço.

 

A Bain & Company também observa que o público que mais crescerá é de classe média, o que provocará uma aceleração em vendas de produtos de luxo de preços mais baixos (artigos de entrada). Em 2019, essa categoria de produtos representou 35% das vendas de artigos de couro e 30% das vendas de joias.

 

China lidera

Em 2019, as vendas do mercado de luxo foram impulsionadas pela China, com crescimento de 26% no ano, para 30 bilhões de euros em compras. Os chineses respondem por 90% do crescimento do mercado em 2019.

 

O consumo na China foi favorecido por políticas de governo que incentivam o consumo e preços mais baixos praticados no país.

 

Já em Hong Kong, as vendas caem 20% neste ano, para 6 bilhões de euros, sob impacto negativo dos protestos no país. No Japão, as vendas aumentam 4%, para 24 bilhões de euros. No resto da Ásia, o mercado de luxo cresce 6%, para 42 bilhões de euros.

 

Nas Américas, o mercado fica estável em 84 bilhões de euros. Nos Estados Unidos, o consumo é impulsionado neste ano pela confiança dos consumidores americanos, mas esse avanço é parcialmente ofuscado pela queda no fluxo de turistas naquele país.

 

Sem citar números, a Bain & Company informou que as vendas no Brasil e no México caem devido a tensões socioeconômicas.

 

Na Europa, o mercado de luxo cresce 1%, para 88 bilhões de euros. As melhores performances se dão na Espanha e no Reino Unido, graças ao crescimento do turismo nesses países. Na Alemanha, as vendas sofrem impacto da perda de dinamismo na economia do país. Na França, as vendas foram prejudicadas pela agitação social no início do ano.

 

Outras geografias registraram queda de 5% nas vendas, para 12 bilhões de euros.

 

Avanço on-line

O estudo também aponta que as vendas on-line de produtos de luxo crescem 22% neste ano, passando a representar 12% dos vendas globais de luxo, ante 10% em 2018.

 

As vendas em lojas monomarca têm ganho de 1 ponto percentual neste ano, para 31%. As vendas em lojas especializadas perderam 2 pontos percentuais em participação, passando para 20%.

 

Em lojas de departamento, houve queda de 5% nas vendas e essa categoria reduziu sua participação no mercado de luxo em 2 pontos percentuais, para 18%.

 

Vendas em lojas de descontos cresceram 11% e sua participação no mercado subiu um ponto percentual, para 13%. Vendas em aeroportos mantiveram participação de 6% no ano.

 

Nova geração

Ainda de acordo com a Bain & Company, a geração Z, de pessoas nascidas depois de 1995, representa 35% do mercado consumidor de luxo. Esse grupo de consumidores vai chegar a 40% a 45% dos total até 2035 e deve ditar tendências no mercado de luxo no futuro.

 

De acordo com a consultoria, esses consumidores buscam mais interação com as marcas tanto em meios digitais como nas lojas, em comparação com as gerações mais velhas. Além disso, esse público demonstra mais interesse em adquirir produtos feitos de forma sustentável, o que já começou a gerar pressão nas marcas internacionais de luxo para reduzir o impacto ambiental e social de sua produção.


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