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Clima no Brasil dá suporte ao café na bolsa de Nova York


Fonte: Valor Econômico (2 de dezembro de 2019 )

As incertezas climáticas que pairam sobre regiões produtivas no Brasil tiraram as cotações do café do marasmo baixista em que se encontravam nos últimos meses e motivaram uma forte valorização da variedade arábica no mercado internacional em novembro.

 

Cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) negociados na bolsa de Nova York mostram que, em relação a outubro, a alta superou 11%, para o maior patamar em um ano. Mas, na comparação com novembro de 2018, a retração ainda foi de 3%.

 

Os mais recentes movimentos dos fundos de investimentos que atuam nesse mercado sinalizaram um suporte menos frágil aos preços, uma vez que, segundo levantamento da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), na semana encerrada no dia 19 as apostas na queda caíram 21%.

 

Analistas realçam que, diante do nível deprimido das cotações, é normal que as especulações em pleno período de “weather market” no Brasil produzam altas. Mas que tudo dependerá da confirmação de que a atual falta de chuvas em alguns polos cafeeiros do Centro-Sul reduzirá a colheita na temporada 2020/21.

 

Como têm repetido consultorias que acompanham o segmento, se problemas de fato se confirmarem no Brasil, e diante de adversidades observadas na oferta na América Central, o déficit na atual safra internacional poderá ser um pouco mais expressivo.

 

Em estudo divulgado na semana passada, o banco holandês Rabobank estimou o déficit em 2019/20 em 3,2 milhões de sacas de 60 quilos, mas já projetou para a temporada 2020/21 novo superávit, da ordem de 2 milhões de sacas.

 

Das “soft commodities” referenciadas na bolsa de Nova York que têm no Brasil um importante país exportador, também fecharam novembro com médias maiores que as de outubro o açúcar e o algodão.

 

No caso do açúcar, o avanço, pouco inferior a 2%, também foi determinado por um déficit global, que nesta temporada internacional (2019/20) está calculado pela INTL FCStone em 7,7 milhões de toneladas. Para esse déficit, pesa a tendência de aumento da produção de etanol em detrimento do adoçante no Brasil. Nesse cenário, os fundos especulativos também reduziram suas apostas na queda dos preços na semana encerrada no último dia 19.

 

Os contratos futuros de segunda posição de entrega do algodão, por sua vez, fecharam novembro com valor médio quase 2,5% superior ao do mês anterior, em boa medida graças a problemas na produção dos Estados Unidos, grandes exportadores. Mas, com o mercado mundial ainda bem abastecido, as cotações permanecem alguns degraus abaixo do que estavam no ano passado.

 

Outro mercado que continua com uma relação confortável entre oferta e demanda é o de suco de laranja, depois da recuperação da produção da fruta na Flórida e do expressivo aumento da colheita no Brasil, que tem inflado os estoques. Embora a queda do mês passado em relação a outubro tenha sido pequena (0,3%), a baixa ante novembro de 2018 se aproximou de 27% e a expectativa é que a erosão continue.

 

Em Chicago, os grãos mais exportados pelo Brasil também recuaram. Em meio às disputas comerciais sem fim entre EUA e China, a soja recuou pouco mais de 2%, ao passo que o milho caiu 4,4%. Para o milho, contudo, sinais de aquecimento das exportações americanas poderão dar algum alento aos preços, como indicou a redução das apostas dos fundos em novas baixas na semana encerrada no dia 19. (Colaboraram Marina Salles, Marcela Caetano e Fernando Lopes)


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