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Brasileiros estão mais dispostos a se requalificar


Fonte: Valor Econômico (21 de novembro de 2019 )

Três em cada quatro brasileiros (75%) estão dispostos a se requalificar para exercer uma nova função, trabalho e até mesmo uma carreira nos próximos anos, segundo estudo global realizado pelo Boston Consulting Group (BCG). Essa pré-disposição é maior do que a vista entre profissionais na China, Canadá e Alemanha e aparece alinhada à convicção de que o mercado de trabalho irá mudar substancialmente em um futuro breve.

 

No estudo, que ouviu mais de 360 mil profissionais de 197 países, mais de 60% dos brasileiros afirmaram que a ascensão da automação, inteligência artificial e da robótica irá afetar de modo significativo suas profissões. O Brasil foi o líder em respostas afirmativas nesse quesito, ficando acima da média global (49%) – e se destacou não apenas por temer as mudanças, mas também pela tentativa de reagir a elas estudando.

 

Setenta e quatro por cento deles afirmaram que dedicam parte de seu tempo se capacitando para os possíveis impactos da tecnologia e da globalização em suas carreiras. O percentual é maior do que o visto em países como a França (42%) e Alemanha (38%).

 

Para Manuel Luiz, sócio do BCG e líder da prática de Pessoas & Organização na América do Sul, esses dados, alinhados a estudos anteriores do BCG, indicam que os brasileiros têm a percepção do impacto tecnológico, vontade de aprender e flexibilidade para mudar quando preciso. “O brasileiro tem uma visão do que já é realidade em outros países, acompanha os avanços tecnológicos e fica disponível para se capacitar”.

 

Não é possível, porém, aferir diretamente que o receio do impacto tecnológico no mercado de trabalho e a pré-disposição para requalificação estão ligados ao nível de desenvolvimento dos países dos entrevistados.

 

Segundo Luiz, essa correlação parece natural, mas o estudo traz casos mistos. Países como o Japão temem mais a globalização do que a tecnologia em si, residentes na Alemanha temem de forma significativa os impactos tecnológicos, enquanto os entrevistados do Reino Unido, Canadá e Estados Unidos tendem a sentir que essas duas tendências não os afetará muito. As diferenças regionais também aparecem quando a análise foca nas competências e nos formatos de ensino.

As pessoas do leste asiático estão interessadas em aprendizagem digital, com oito em cada dez entrevistados dizendo recorrer a aplicativos ou cursos on-line quando precisam de novas habilidades. Já as instituições educacionais tradicionais estão entre as três principais formas de aprendizado para os entrevistados da América Latina, África Subsaariana, Oriente Médio e América do Norte. Participar de uma conferência ou seminário ainda é uma das três maneiras pelas quais os europeus, por exemplo, gostam de aprender.

 

No Brasil, a maior parte (64%) dos profissionais disse preferir as instituições de ensino tradicionais, 49% cursos on-line e 48% praticar um novo aprendizado no próprio trabalho. As três competências que os brasileiros mais querem desenvolver são liderança, adaptação e comunicação.


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