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Armazéns seguem abandonados no Porto de Santos


Fonte: Diário do Litoral (21 de novembro de 2019 )
Prefeitura destaca que armazéns são de propriedade da União.
Foto: NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

O abandono dos armazéns (do 1 ao 8) localizados no Porto de Santos chama a atenção de quem passa pela região. Além do mau estado de conservação, quase todos os telhados parecem estar comprometidos e, em alguns trechos, pendurados.

 

A Reportagem foi ao local e verificou que há risco de acidentes, caso algum pedaço despenque sobre o chão. Por mais que ali não seja trecho comum de passagem de pedestres, há pessoas em situação de rua que usam a estrutura para se abrigar.

 

Questionada sobre reparos pontuais com objetivo de evitar possíveis incidentes, a Prefeitura de Santos respondeu que os armazéns são de propriedade da União, não tendo o Município autonomia para agir naquele trecho.

 

Já a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos, disse que vai elaborar um “master plan” envolvendo a preservação, conservação, divulgação e gestão do patrimônio histórico, cultural e documental de toda a Companhia.

 

Segundo a nota, o “master plan” deverá articular a eficiência necessária à atividade portuária e a preservação do patrimônio cultural existente no complexo portuário santista, a partir de estudos, diagnósticos e diretrizes a serem elaborados.

 

Enquanto seguem os estudos, as áreas com maior precariedade permanecem com restrição de trânsito de pessoas.

 

20 ANOS DE PROMESSAS

Tanto a prefeitura quanto a Codesp estudam, há mais de 20 anos, projetos de revitalização dos armazéns. No ano passado, a Administração Municipal chegou a analisar a implantação do Parque do Valongo. A ideia seria de um centro voltado para o lazer, turismo e esporte, sem incluir a atividade portuária, como o terminal de cruzeiros.

 

Isso porque o deputado estadual Kenny Mendes havia sugerido transferir o Concais para o Valongo, entre os armazéns 1 e 8. Para ele, quem chega em Santos através dos cruzeiros fica desapontado, já que o local de desembarque dos turistas não oferece atrativos, como restaurantes e museus.

 

O mesmo não aconteceria se os cruzeiros atracassem no Valongo, no centro histórico, já que na região há opções turísticas adequadas para quem está de passagem na cidade.

 

Em 2012, outro projeto que a prefeitura de Santos analisou chamava-se Porto Valongo. O propósito seria instalar um complexo turístico aliado às atividades portuárias na área dos armazéns abandonados. Mas, a ideia não andou.

 

O complexo contaria com um terminal de cruzeiros com capacidade para três navios, bases oceanográficas da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de São Paulo, e uma marina pública com 195 pontos de atracação, além de restaurantes, hotéis, lojas, escritórios e o Museu Marítimo do Porto.

 

Seriam, no total, 140 mil m² de área construída, em um investimento de mais de R$ 500 milhões via iniciativa privada. Seria construído também, no cais do Saboó, o Mergulhão, uma pista subterrânea de 1.130 metros, que eliminaria o conflito entre caminhões e trens.

 

Porém, a Codesp desistiu por causa do alto custo da obra, em aproximadamente R$ 1 bilhão, mais a necessidade de interromper o acesso ao Porto por dois anos.


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