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Companhias não se sentem preparadas para ensinar


Fonte: Valor Econômico (11 de novembro de 2019 )

As organizações têm consciência que precisam reinventar sua capacidade de aprender, melhorando o desenvolvimento de seus funcionários, mas não se sentem preparadas para fazê-lo. De acordo com um estudo global da Deloitte, 86% dos líderes entrevistados classificaram a questão do aprendizado como “importante”, mas apenas 46% disseram estar preparados para resolvê-la.

 

 

A pesquisa falou com cerca de 10 mil executivos, sendo 70% da área de recursos humanos, de 119 países. Com 194 entrevistados, o Brasil foi o 15º com maior número de respostas. Na perspectiva global ou brasileira, capacitar as pessoas é a principal tendência de capital humano em 2019, segundo a consultoria – ficando à frente de experiência do empregado, tecnologias do RH e força de trabalho alternativa.

 

“Comparado aos dois anos anteriores, a pesquisa deste ano mostra a necessidade de investir no aprendizado tanto para elevar os níveis de produtividade atual, considerando o potencial trazido pela tecnologia, quanto para preparar a organização para um futuro que ainda é incerto e volátil”, disse Roberta Yoshida, líder de capital humano da Deloitte no Brasil e responsável pela pesquisa no país.

 

Os dados colhidos mostram como esse investimento nesse sentido caminha nessa direção. Entre 84% dos entrevistados que disseram que a automação exigiria requalificação em seus quadros, dois terços disseram que irão aumentar o investimento com esta finalidade, enquanto 18% afirmaram que irão aumentá-lo em mais de 10%.

 

“Em média, as pessoas mudam hoje de função a cada quatro anos, com o conhecimento sendo válido por cinco. Elas têm que, portanto, aprender ao longo do curso de trabalho. Virou trabalhar para aprender e não mais aprender para trabalhar”, afirma Luiz Barosa, sócio da área de consultoria em capital humano da Deloitte.

 

De acordo com ele, no mundo “trabalhar para aprender”, as organizações precisam de uma cultura que suporte o aprendizado contínuo. O que demanda equilibrar planos para desenvolvimento de competências necessárias aos funcionários hoje, quanto aquelas que eles precisarão em um futuro próximo. “Não dá para deixar a capacitação apenas como responsabilidade da área de treinamento e desenvolvimento. Essa área deveria atuar fazendo a curadoria e dando acesso a diversos conhecimentos”.

 

A pesquisa também aponta que 55% das empresas não estão vinculando a criação de programas de aprendizagem às suas metas de desempenho. O que sugere um risco (esses programas podem passar despercebidos) ou oportunidade para motivar a criação deles nas empresas.


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