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É preciso criar oportunidades de ascensão profissional


Fonte: Valor Econômico (1 de novembro de 2019 )

Uma pesquisa sobre o mercado brasileiro de 2017-2018 e que ouviu 117 líderes, sendo 44% CEOs, mostra que 83% deles consideram a contratação de pessoas com deficiência (PCDs) um investimento. “Há uma evolução no reconhecimento desse profissional e mais abertura no mercado”, analisa Tábitha Laurino, gerente sênior da Catho, empresa que realizou a pesquisa ao lado da consultoria i.Social e da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

 

Na opinião de Tábitha, porém, ainda é preciso preparar o terreno para a criação de uma cultura mais inclusiva. As cartilhas do setor sugerem práticas como a contratação de consultorias especializadas em diversidade, formação de grupos de discussão “para dar voz” aos PCDs e a promoção de encontros “sensoriais”, para todos, que emulam a falta de visão, audição ou locomoção. “Os times poderão entender como viver com essas diferenças.”

 

Outro ponto importante, segundo especialistas, é a ausência de PCDs no topo. Um levantamento feito este ano pela consultoria Santo Caos e a Catho, que ouviu mais de mil profissionais, mostrou que os PCDs têm maior presença em cargos de assistentes (57%) e de analistas (17%). Apenas 4% são gerentes, 0,4% diretores e 0,2% vice-presidentes ou presidentes.

 

Carolina Ignarra, da consultoria Talento Incluir, diz que é comum ouvir de PCDs que, pelo fato de serem contratadas pela Lei de Cotas, há restrições para o desenvolvimento na empresa. “Na maioria dos casos, eles são admitidos por suas deficiências e não pelo perfil profissional”.

 

Há casos de talentos pós-graduados e com experiência que, ao ficarem desempregados, encontram dificuldades de se recolocar porque a maioria das vagas é para nível operacional ou junior, visando o cumprimento da legislação. “Vários retiram formações e cargos do currículo para as entrevistas.”

 

Na lista de vagas trabalhadas pela Talento Incluir em 2019, 94% são de entrada, enquanto 6% para especialistas ou média gerência. O processo seletivo inclui uma etapa de enquadramento da deficiência, conforme a lei. Para Isabel Pires, gerente da Page PCD, a maior parte das empresas não consegue preencher as vagas obrigatórias porque muitos candidatos não se declaram como PCDs, há baixa acessibilidade nos escritórios e falta conscientização sobre a importância de ter um ambiente de trabalho diversificado.

 

“As pessoas com deficiência querem ser cobradas e reconhecidas como as demais”, diz. “Não esperam nenhum tipo de tratamento diferente. Apenas respeito e as mesmas oportunidades.”


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