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Empresas ainda têm dificuldade para explicar resultados, dizem especialistas


Fonte: Valor Econômico (22 de outubro de 2019 )
— Foto: Reprodução / Facebook FGV-Ibre

Deixar as demonstrações financeiras mais concisas e claras sempre foi um grande desafio para as companhias brasileiras. Há cerca de três anos, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) mantém discussões para modernizar as apresentações dos resultados financeiros, disse o diretor contábil do grupo, Marcelo Simões Pato, em painel de debate no XVI Seminário Internacional CPC — Normas Contábeis Internacionais.

 

Segundo ele, entre os motivos pelos quais é difícil modernizar as demonstrações financeiras estão a falta de informações relevantes, a definição da materialidade de uma informação útil, a baixa formação de profissionais e mesmo o hábito de seguir o “checklist” proposto pelas normas.

 

“O exercício de revisão de divulgação é custoso e não é simples de fazer”, explica Pato. Além disso, diz ele, as empresas tendem a se espelhar nas concorrentes, o que tem levado a uma padronização das demonstrações que as tornam, muitas vezes, bastante extensas. Um levantamento feito pelo diretor contábil do GPA mostrou que, entre dez empresas de relevância na B3, a média de páginas das demonstrações financeiras era de 140 páginas, sendo que a de menor detinha 71 e a maior, 194.

 

Vice-coordenador do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e diretor financeiro da Fundação de Apoio ao CPC, Guillermo Braunbeck concorda que ainda há uma grande correlação com modelos pré-formatados de notas explicativas e que as demonstrações das empresas brasileiras seguem mais extensas do que outros países.

 

“Pensando puramente no processo, a gente tende a construir algo adicional a uma certa base, sendo que a referência principal das notas deveria ser a importância daquela informação. O excesso de informação inútil obscurece a informação útil”, diz Braunbeck.

 

De acordo com ele, pesquisas de 2019 apontam que a adoção da orientação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis 07 (OCPC 07) — criada em 2014 com o objetivo de enxugar e melhorar a qualidade das notas explicativas — ainda é tímida. “Continuamos tendo uma grande correlação com modelos pré-formatados de notas explicativas e ainda somos mais extensos do que outros países”.

 

Para o professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP), Ariosvaldo dos Santos, o que foi feito até agora foi pouco, mesmo com os avanços observados.


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