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A rede elétrica do porto de Roterdã pode ser reforçada de forma mais eficiente e com menor custo


Fonte: Porto de Roterdã (10 de outubro de 2019 )

Nas próximas décadas, haverá um aumento substancial na demanda por energia verde e outra por parte do setor industrial de Roterdã. As empresas precisarão dessa energia extra para a eletrificação de processos industriais, a produção de hidrogênio verde e o transporte elétrico. A demanda por eletricidade deve aumentar em um fator de dois – e possivelmente até quatro. Isso significa que Roterdã é necessária para reforçar sua rede elétrica. No entanto, há apenas espaço limitado para infraestrutura extra. Além disso, o reforço da rede levará a custos mais baixos para a sociedade e prazos mais curtos, quando isso for feito com base em uma visão de longo prazo, em vez da legislação e regulamentação existentes. Estas são as conclusões de um estudo realizado pela Autoridade do Porto de Roterdã.

 

O estudo conjunto conclui que esta questão é particularmente urgente porque a capacidade das redes elétricas e conexões existentes no porto de Roterdã não é suficiente para acomodar planos futuros para uma área portuária sustentável. O tempo de espera para a realização de novas subestações e linhas de alta tensão pode variar de 3 a 10 anos. O ponto de partida do estudo foi que, nas próximas décadas, a transição energética da Holanda estará alinhada com o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, com energia elétrica renovável e hidrogênio verde desempenhando papéis importantes nesse processo.

 

Recomendações

O estudo inclui três recomendações para garantir que o reforço necessário da rede seja concluído no devido tempo e com o menor custo possível para a sociedade. A primeira recomendação refere-se à adaptação da legislação e dos regulamentos, para permitir a realização passo a passo da infraestrutura com base em uma visão de longo prazo (para 2050) – em vez de uma resposta fragmentada às solicitações de empresas individuais. Isso pode resultar em custos mais baixos para a sociedade (evitando a instalação desnecessária de cabos de energia paralelos), prazos mais curtos e pode minimizar gargalos físicos. Afinal, há apenas espaço limitado disponível na área portuária. Nesse processo, é necessário encontrar o equilíbrio certo entre a conclusão oportuna da infraestrutura e o menor risco possível de subutilização temporária ou permanente dessa capacidade.

 

A segunda recomendação é que o Ministério Holandês de Assuntos Econômicos e Política do Clima (ou os participantes da mesa redonda ‘Klimaattafel Industrie’) selecionem locais diretamente ao longo da costa para a conversão em larga escala de energia elétrica (gerada por vento eólica) em hidrogênio e outros transportadores de energia. O raciocínio subjacente é que o transporte de hidrogênio requer muito menos espaço e menos investimentos do que o transporte de energia elétrica. Aliás, a viabilidade econômica da produção de hidrogênio em larga escala depende de uma redução substancial nos custos do processo de eletrólise.

 

A terceira recomendação é já reservar espaço no porto para infraestrutura futura de eletricidade, permitindo a realização passo a passo de uma rede elétrica robusta e à prova de futuro.

 

Rede robusta

Para aumentar a percepção dos ajustes necessários à rede elétrica, os dois operadores da rede e a Autoridade Portuária exploraram uma variedade de alternativas técnicas. Nesse processo, eles se concentraram no desenvolvimento de uma rede robusta que pode acomodar a crescente demanda por energia elétrica ao menor custo para a sociedade. O tema de conexão nos planos para reforçar a rede é o aumento do transporte em níveis mais altos de tensão (150 kV e mais) combinado com regiões de serviço menores em níveis mais baixos da rede (66 kV e abaixo). É claro que essa abordagem exige um número maior de subestações de alta tensão. Essa decisão limitará o número de novas linhas de energia subterrâneas que precisam ser instaladas, o que reduz a demanda por pouco espaço nos corredores do duto (menos gargalos físicos).

 

Uma alternativa promissora para a rede elétrica é dividir a rede de 150 kV em uma seção oeste, central e leste. Criar um número maior de subestações na rede de distribuição resultará em menos linhas de energia nos corredores do duto e linhas de conexão mais curtas nas respectivas localizações dos clientes.

 

Primeiro a chegar, primeiro a ser servido

A infraestrutura elétrica mais eficaz para a área portuária de Roterdã não pode ser alcançada sem a alteração dos regulamentos existentes. Atualmente, os novos aplicativos clientes para capacidade de conexão extra são gerenciados independentemente um do outro e com base no ‘primeiro a chegar, primeiro a ser servido’. Isso é resultado do princípio estabelecido nos regulamentos atuais de que os procedimentos dos operadores de rede precisam ser não discriminatórios. Em muitos casos, o resultado é que clientes novos e existentes são conectados à rede pública por meio de longas linhas de conexão e são confrontados com custos substanciais de conexão.

 

Uma coordenação cuidadosa pode limitar o aumento do número de novas conexões elétricas – e, como resultado, o custo total para a sociedade. A colaboração construtiva entre TenneT, Stedin e a Autoridade do Porto de Roterdã será de vital importância nas próximas décadas. Afinal, embora a infraestrutura elétrica seja gerenciada por dois operadores da rede, é de fato um sistema único e coerente. A Autoridade Portuária é responsável por gerenciar o espaço escasso que acomoda essa grade e, além disso, tem informações sobre outras infraestruturas necessárias para uma transição energética bem-sucedida.


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