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CNPEM firma parceria com estatal chinesa para desenvolvimento de combustíveis biorrenováveis


Fonte: G1 (6 de setembro de 2019 )
Estrutura do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), em Campinas (SP) — Foto: Erik Nardini/CNPEM

Uma parceria entre o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), e a estatal chinesa Sinochem prevê a realização de pesquisas e desenvolvimento de tecnologias para a produção de combustíveis biorrenováveis em até dois anos. Serão investidos R$ 3,7 milhões no período.

 

O pesquisador Mário Murakami, do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), explica que a parceria nasce “estruturada”, uma vez que patentes já desenvolvidas pelo CNPEM servem de ponto de partida. “A gente pula essa etapa por tudo o que já foi feito. O projeto não começa do zero.”

 

A ideia é desenvolver rotas bioquímicas para a produção de etanol de 2ª geração a partir de resíduos agroindustriais e de biomassas, criando assim alternativas para redução das emissões de carbono.

 

De acordo com Murakami, a estrutura do CNPEM, com diversos laboratórios trabalhando de forma integrada, vai ajudar a encurtar o tempo de desenvolvimento da tecnologia. A ideia é não apenas criar rotas ou fórmulas, mas escalonar o processo em uma escala pré-industrial.

 

“O projeto visa utilizar ferramentas avançadas e luz síncrotron no desenvolvimento de novos biocatalisadores e biofábricas moleculares, capazes de produzirem biocombusíveis em alta quantidade”, explica o pesquisador.

 

A parceria com a estatal chinesa poderá utilizar o Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração projetado para ser o mais avançado do mundo. No equipamento, que deve receber as primeiras pesquisas em 2020, os cientistas poderão analisar as reações bioquímicas ao nível atômico.

 

Unicamp
Além de firmar parceria com o CNPEM, a Sinochem acertou um convênio com a Unicamp para o desenvolvimento de leveduras especiais para a produção de etanol de primeira e segunda geração, além de pesquisas para a produção de etanol de milho.

 

As pesquisas serão conduzidas no Laboratório de Genômica e Expressão (LGE), e receberão investimento de R$ 4,7 milhões por dois anos.


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