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Maersk: Guerra comercial EUA-China pode encolher crescimento da procura por tráfego de contêineres


Fonte: Revista Cargo (21 de agosto de 2019 )

O grupo nórdico A.P. Moller-Maersk alertou que a continuidade da guerra comercial entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China poderá reduzir o tráfego marítimo de contentores no que resta de 2019. Segundo o grupo, que detém a empresa que lidera o transporte marítimo contentorizado, a disputa de tarifas entre Washington e Pequim pode limitar o crescimento do tráfego global de contentores a apenas 1%.

 

Esta intervenção do grupo dinamarquês detentora da Maersk Line, chega na sequência do anúncio dos resultados operacionais da transportadora marítima, que superaram as expectativas de lucro no segundo trimestre de 2019, acompanhando a positiva tendência de crescimento do tráfego contentorizado de 2% entre Abril e Junho. Não é a primeira vez que a Maersk vem a terreiro sublinhar os efeitos nocivos da trade war que se arrasta.

 

Guerra comercial pode cortar 1,5% da procura global, alertou a Maersk

Ora, segundo a Maersk, as tarifas recentemente impostas entre os EUA e a China poderão cortar até 1,5% da procura global por transporte de mercadorias via contentores em 2020. Ainda assim, Soren Skou, CEO da transportadora marítima, mantém uma postura optimista: Não são as tarifas que decidem quantos bens acabam a ser transportados, mas sim o quanto os americanos compram quando vão ao Walmart. Felizmente para nós, o consumidor americano ainda está de bom humor”, comentou, em recente conferência de imprensa.

 

O CEO da Maersk Line, crítico frontal da política proteccionista de Donald Trump, presidente dos EUA, enfatizou o progresso sólido obtido no segundo trimestre de 2019, salientando a realização de sinergias na ordem dos mil milhões de dólares, devido à antecipação de um conjunto de ações de reestruturação. Os lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) cresceram 17%, para 1,36 mil milhões de dólares, assim superando os 1,24 mil milhões previstos pelos analistas em uma sondagem da Reuters.


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