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Entenda porque a estiva protesta contra a escala digital de trabalho


Fonte: A Tribuna (19 de agosto de 2019 )
Estivadores se manifestaram contra sistema digital pelas ruas do Paquetá, na sexta-feira (16) (Carlos Nogueira/AT)

A partir de segunda-feira (19), o Órgão Gestor da Mão de Obra (Ogmo) do Porto de Santos vai ampliar a escala digital de trabalho para os portuários avulsos, incluindo nela a distribuição dos serviços dos associados do Sindicato dos Estivadores de Santos e Região (Sindiestiva). Mas a categoria é contra e quer a suspensão da ação.

 

A escala digital já engloba sete categorias de trabalhadores portuários avulsos (TPA), entre eles, conferentes e vigias. A proposta do OGMO é, a partir de segunda, também atender os 6 mil estivadores com a ferramenta digital, tanto pelo site do órgão, como pelo aplicativo. Assim, eles poderão concorrer a um novo trabalho sem ter de comparecer aos postos de escalação.

 

Na sexta-feira (16), pela manhã, a categoria protestou em passeata pelas ruas do Paquetá e chegou até a sede do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), onde protocolou documento pedindo para que a escala não seja implantada para eles.

 

Os estivadores afirmam que o sistema digital já prevê um intervalo de 11 horas entre as jornadas de trabalho, para o descanso dos portuários. Tal medida não permitiria que a categoria trabalhasse em turnos seguidos (a dobra), possibilitando o aumento da renda.

 

“Queremos que se suspenda a implementação desta escala online na segunda-feira e que o Sopesp venha à mesa, sente conosco para negociar. Se querem mudança do sistema atual, que tenhamos garantias para os trabalhadores avulsos. Nós não podemos ter implementação nenhuma sem garantia ao trabalhador”, afirma o presidente do Sindiestiva, Rodnei Oliveira.

 

Por nota, o Ogmo garante que a escala digital é um meio adicional, “além da escala presencial que é realizada hoje nos Postos de Escalação, e que permanece inalterada”. A entidade informa ainda que a nova opção de escalação “não implica em nenhuma mudança às regras de escalação já existentes e não altera as decisões judiciais sobre excepcionalidade vigentes, bem como cumpre os compromissos assumidos pela entidade junto às autoridades competentes”.

 

Segundo a Estiva, uma decisão judicial em segunda instância permite que estivadores trabalhem sem ter de fazer o intervalo de 11 horas entre as jornadas profissionais.

 

O sistema de escalas do Ogmo começou a ser utilizado pelos TPA de Santos em 1º de julho. O Ogmo afirma que realizou diversas reuniões com líderes sindicais, ofereceu treinamentos e colocou funcionários para esclarecimentos.

 

A entidade reafirma que deve implementar a escala na segunda-feira. Procurado, o Sopesp não respondeu até o fechamento desta edição.


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