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Maior trading chinesa projeta crescimento anual de 5% nos próximos 5 anos das suas importações do agro brasileiro


Fonte: Guia Marítimo (7 de agosto de 2019 )

A Cofco International, grupo chinês que é uma das maiores tradings de commodities do mundo, projeta crescimento médio anual de 5% nas suas importações de grãos do Brasil nos próximos cinco anos. A informação foi dada pelo chairman do grupo, Jingtao (Johny) Chi durante palestra no Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio e B3 – Brasil Bolsa Balcão. “A parceria da nossa empresa com os produtores brasileiros será cada vez mais aperfeiçoada, principalmente agora com um ambiente de negócios mais seguro e estável”, afirmou o executivo.

 

No entender do palestrante, a tendência para o futuro é de haver um estreitamento ainda maior do intercâmbio comercial entre a China e o Brasil. “A população chinesa vem mudando seus hábitos alimentares e, com o ganho de poder aquisitivo, consumirá cada vez mais proteína animal, o que abre boas perspectivas para os produtores brasileiros”, afirmou Jingtao Chi. Salientou ainda que, cada vez mais, aumenta a preocupação com a questão ambiental. “Vivemos uma transição na agricultura mundial para um modelo mais sustentável”. A Cofco tem adotado ações para estimular e premiar produtores que preservam o meio ambiente.

 

CUSTO BRASIL – O primeiro painel do Congresso Brasileiro do Agronegócio tratou dos principais fatores que impactam o Custo Brasil, como por exemplo, a infraestrutura deficiente, a alta carga tributária e a instabilidade política que afasta os investimentos. O presidente da Yara Brasil, Lair Hanzen, destacou que a disparidade de valores dos tributos cobrados em cada estado é tão grande, que influencia na estratégia de distribuição das indústrias do agronegócio. Isso significa que, em alguns casos, os locais escolhidos para serem a base da distribuição em uma região dependem mais da tributação do que da logística.

 

O diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), Bernard Appy, corrobora com a avaliação de Hanzen e acrescenta que o ICMS é um dos tributos que mais impactam no Custo Brasil e ele não está contemplado no projeto de reforma da previdência. “Entendo que a elevada carga tributária não penaliza a empresa, mas sim o consumidor final”, afirmou Appy. “O agro é muito competitivo da porteira para dentro e a função do governo é não atrapalhar, sobretudo na área tributária”, acrescentou.

 

O presidente do Instituto CNA, Roberto Brant, avaliou ainda que as limitações do crédito rural também aumentam o Custo Brasil. “Acho um equívoco diminuir a participação do Banco do Brasil no setor. Os bancos privados ainda não estão estruturados completamente para absorver essa demanda. Assim, é necessária a criação de novas ferramentas de crédito, compatíveis com a grandeza do agronegócio e o retorno que o segmento gera para a economia”, reforçou.

 

No caso da logística, Brant relembrou que a infraestrutura rodoviária foi concebida há muito tempo para atender, incialmente, a economia do Sul e do Sudeste do País. “A maior necessidade de infraestrutura rodoviária e ferroviária está, hoje, situada na metade norte do nosso país. No entanto, tudo ainda é muito lento, além das licenças ambientais que, em algumas situações, são um obstáculo para as obras”, acrescentou.

 

O diretor de Operações Supply Brasil da Syngenta, Jorge Buzzetto, acrescentou ainda que estudos mostram que, para se igualar aos Estados Unidos – um dos principais concorrentes do Brasil na área do agronegócio – na questão logística, seria necessário o investimento de aproximadamente R$ 1 trilhão. “E eles não são os melhores em termos de logística, sendo o 14º do mundo”. Buzzetto ainda destacou que na área de defensivos agrícolas um fator que impacta o Custo Brasil é o registro do produto.


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