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Bunge, BP fundamenta o Brasil para criar o terceiro maior processador de cana do mundo


Fonte: Business Times (29 de julho de 2019 )
Um campo de cana no principal cinturão de açúcar do centro-sul do Brasil. As condições do mercado melhoraram para o etanol no Brasil, com forte demanda e melhores preços, mas o mercado global de açúcar continua desafiador. FOTO: REUTERS

A trader de commodities Bunge Ltd e a britânica BP Plc disseram nesta segunda-feira que vão fundir suas operações brasileiras de açúcar e etanol para criar o terceiro maior processador de cana-de-açúcar do mundo.

 

A joint venture é o maior negócio no setor de bioenergia no Brasil desde que a Royal Dutch Shell uniu forças com a Cosan para formar a líder da indústria, Raízen, em 2011.

 

Juntas, a Bunge e a BP administrarão 11 usinas de processamento de cana no Brasil com capacidade para esmagar 32 milhões de toneladas de cana por ano, colocando-as atrás apenas da Raízen e da Biosev, que é controlada pelo negociante de commodities Louis Dreyfus.

 

O acordo dá à BP um papel no crescente mercado de etanol do Brasil antes de uma nova política federal no ano que vem, visando aumentar o uso de biocombustíveis, que são usados ??de forma intercambiável com a gasolina nos carros de passageiros brasileiros.

 

“O Brasil é a Arábia Saudita do biocombustível”, disse o chefe de energia alternativa da BP, Dev Sanyal. Ele acrescentou que o novo empreendimento foi positivo para o fluxo de caixa.

 

A Bunge disse que receberá recursos em caixa de US $ 775 milhões como parte do acordo, que espera usar para cortar dívidas. Mas a companhia informou em comunicado americano que está planejando uma taxa de depreciação no terceiro trimestre “na faixa de US $ 1,5 bilhão a US $ 1,7 bilhão” relacionada aos “efeitos cumulativos de conversão cambial” de seus negócios no Brasil.

 

A empresa norte-americana tentou vender sua operação de açúcar no Brasil sem sucesso. Em seguida, tentou listar ações da unidade em São Paulo no ano passado, mas cancelou o plano, citando condições adversas de mercado.

 

A Bunge vendeu seu negócio de comércio de açúcar para a Wilmar International Ltd no ano passado. Sua unidade de bioenergia registrou prejuízos em cinco dos últimos seis trimestres e os resultados da empresa para a unidade seriam praticamente break-even em 2019. “Essa parceria com a BP representa um importante marco de otimização de portfólio para a Bunge, o que nos permite reduzir nossa exposição atual para moagem de açúcar “, disse o CEO da Bunge, Gregory Heckman, em um comunicado.

 

As condições do mercado melhoraram para o etanol no Brasil, com forte demanda e melhores preços, mas o mercado global de açúcar continua desafiador.

 

“Acho que as empresas juntas poderão ter grandes sinergias, haverá grande otimização de recursos e redução de custos”, disse Arnaldo Corrêa, consultor de açúcar e etanol no Brasil.

 

“É uma ótima notícia para o setor, porque o negócio cria um player muito mais forte. Todas essas preocupações sobre o futuro dos ativos da Bunge desapareceram”, acrescentou.

 

A joint venture, batizada de BP Bunge Bioenergia, operará de forma autônoma, sediada em São Paulo. Além do açúcar e do etanol, a empresa tem capacidade de produzir eletricidade a partir da biomassa proveniente da cana-de-açúcar.

 

“A nova empresa certamente se concentrará em combustível e eletricidade, o que terá uma importância crescente à medida que a economia brasileira se recuperar”, disse Plinio Nastari, analista-chefe da consultoria brasileira Datagro.

 

“O Brasil tem um déficit na produção de combustível”, disse Mario Lindenhayn, diretor de biocombustíveis da BP e futuro presidente da nova joint venture, acrescentando que a empresa está de olho nos novos mercados asiáticos de etanol.

 

O acordo, previsto para fechar no quarto trimestre de 2019, inclui direitos de saída após 18 meses. A Bunge tem a opção de lançar uma oferta de ações após dois anos.

 

“Temos um parceiro forte e comprometido na BP, bem como flexibilidade no médio e longo prazo para uma maior monetização, com potencial de saída total por meio de um IPO ou outra rota estratégica”, disse Heckman, da Bunge.


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