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Tecnologia gera valor nas operações


Fonte: Logística e Transporte Hoje (25 de julho de 2019 )

Portugal tem uma cadeia de abastecimento em temperatura controlada ao nível dos mercados mais desenvolvidos, e que procura dar resposta ao exigente ritmo de crescimento com inovações tecnológicas que fornecem soluções combinadas, altamente flexíveis, seguras e rastreáveis. O setor da Logística de Frio compete hoje com frotas multi-temperatura, modelos circulares de “share and reuse”, dispositivos de monitorização em tempo real e de controlo de localização e temperatura e serviços de valor acrescentado, como o copacking.

 

O mercado da Logística de Frio continua em crescimento, caracterizando-se por investimentos cada vez mais complexos em inovação tecnológica, a fim de acompanhar as exigências crescentes dos clientes com soluções rápidas e eficientes, operações integradas e oferta de serviços de valor acrescentado de armazenamento e distribuição de produtos com temperatura controlada.

 

Consciente das “necessidades particulares que a logística e o transporte de frio têm”, a Luís Simões “trabalha com o objetivo de oferecer os melhores serviços neste setor”, dispondo das infraestruturas necessárias para fazer a gestão de serviços como o transporte primário e a recessão de paletes (numa área de armazenagem de frio superior a seis mil m2 distribuídos pelos seus centros de operações de Lisboa e Porto), a expedição de paletes e a preparação de pedidos. Para “satisfazer as necessidades de todos os clientes”, a empresa realiza ainda copacking, o que permite ter listas de pedidos para entrega em 24 horas em qualquer ponto do país, sublinha Daniela Simões, administradora de business development, subcontratação e recursos humanos da Luís Simões.

 

Com a Sogenave, a Telepizza, a Unilever, a Imperial, o Mercadona, a Nestlé e a Jerónimo Martins Distribuição como principais clientes de Logística e Transporte de Frio, a líder do mercado ibérico de fluxos rodoviários cria “soluções de valor acrescentado para a cadeia de abastecimento de acordo com as necessidades do mercado”, trabalhando constantemente para fazer evoluir a sua carteira de clientes “de forma estruturada e sustentada”.

 

Já a CHEP, que se afirma líder mundial em soluções de embalagens manuseáveis, retornáveis e reutilizáveis para a cadeia de abastecimento, “ajuda a transportar mais mercadorias para mais pessoas e mais locais do que qualquer outra organização no mundo”. A empresa está também presente no mercado não-alimentar, em áreas como o packaging ou a indústria automóvel.

 

Servindo “as mais importantes empresas do mundo em setores como FMCG (Bebidas e Alimentação), onde têm enorme importância os produtos frescos, como as frutas, legumes e o setor da carne, sob o modelo circular de “share and reuse”, conhecido por pooling”, como explica Country General Manager, CHEP Portugal.

 

Os modelos de negócio complexos e desenhados à medida de cada cliente permitem otimizar toda a supply chain” – Greenyard

 

Pioneira da economia de partilha, a empresa orgulha-se da partilha e reutilização que faz das suas plataformas, a partir do modelo pooling, as quais garantem o transporte das suas mercadorias “de forma eficiente, sustentável e segura”, afirma Filipa Ferreira Mendes.

 

Com cerca de 300 milhões de paletes, grades e contentores numa rede de mais de 750 centros de serviço, e apoiando mais de 500 mil pontos de contacto de clientes, a CHEP prepara soluções para a cadeia de abastecimento “tendo sempre em conta uma premissa base: cada etapa desta cadeia é diferente e necessita de produtos e soluções adequados aos desafios que se colocam”. Com soluções para a primeira milha que incluem paletes de plástico full-size (para transporte de matérias-primas), produtos semi-acabados e embalagens para as áreas de produção sem que seja necessária uma nova re-paletização dos produtos, a empresa dispõe de paletes que podem ser utilizadas pelos clientes em temperaturas entre -35 ºC e +45 ºC.

 

Multi-temperatura e monitorização em tempo real
A Greenyard Logistics Portugal oferece um serviço “abrangente e completo”, sendo especialista na logística e transporte de produtos alimentares perecíveis. Como sublinha Vitor Figueiredo, “a gestão de operações com fluxos tensos num contexto de peso variável, multi-temperatura, multi-cliente e multi-fluxo é a especialidade” desta empresa. Em termos de temperatura, consegue cobrir todos os intervalos indicados para produtos alimentares, desde -25ºC a +18ºC e ambiente, detalha o Country Manager da Greenyard Logistics Portugal.

 

A empresa trabalha com produtos secos, pescado fresco, bacalhau seco, frutas e verduras, charcutaria, carnes frescas, laticínios, toda a gama de produtos congelados, e “conhece bem” os produtos que lhe “são confiados”, dispondo dos meios necessários para “os conservar e preparar da melhor forma”, garante o responsável. Além de recessão, armazenagem, preparação de encomendas [em fluxo tenso (PBL) ou a partir de stock (PBS)] e expedição, a Greenyard realiza serviços de valor acrescentado, como lavagem e reembalamento de pescado fresco, pesagem e etiquetagem, copacking e tradução de etiquetas.

 

Em termos de transporte, toda a frota ao seu serviço é bi-temperatura e possui controlo de localização e temperatura através de GPS. A empresa consegue assim ”oferecer soluções combinadas, altamente flexíveis e eficientes com o máximo de segurança e rastreabilidade”. Como conclui Vitor Figueiredo, “sentimo-nos confortáveis com modelos de negócio complexos e desenhados à medida de cada cliente, que permitem otimizar toda a supply chain e não apenas a atividade de logística e transporte”.

 

Com “praticamente todo o negócio centrado em B2B”, a Greenyard realiza cerca de 50% do seu volume de negócio com a moderna distribuição. São várias as tipologias de negócio desenvolvidas com esta tipologia de clientes, desde a operação completa de todos os perecíveis, à gestão apenas de armazém ou transporte de algumas categorias de produtos, passando ainda pelo apoio sazonal do seu negócio. Os restantes 50% do volume de negócio são feitos com fabricantes, distribuidores e traders da indústria agroalimentar, quer nacionais, quer internacionais. Também nesta tipologia de clientes os modelos de negócio podem variar desde operações integradas com todos os serviços a apenas serviços específicos de transporte ou armazém. Segundo o responsável, “ambas as tipologias de clientes têm crescido, quer através da conquista de novos clientes, quer através da expansão dos serviços em clientes já existentes”.

 

2018 teve um contexto macroeconômico favorável, apesar do aumento do preço do barril de petróleo, que teve consequências drásticas no preço dos combustíveis” – Transportes Paulo Duarte

 

Por seu turno, a Transportes Paulo Duarte (TPD), que opera a nível nacional e internacional com serviços de logística e transporte de frio, lança este ano o Portal do Cliente, destaca Pedro Azevedo, diretor de área de transportes da empresa. O novo portal permite o acesso, consulta e obtenção de documentos digitalizados e faturas ou créditos com assinatura digital e tem um serviço Track & Trace, que permite controlar e seguir a temperatura da carga online em permanência.

 

Com os seus principais clientes nas áreas da indústria alimentar e das grandes superfícies, a Paulo Duarte tem acrescentado novos clientes à sua carteira, adianta este responsável.

 

A TRACKiT Consulting dá apoio à gestão das empresas que possuem frota própria, através de uma ferramenta na área da telemática dedicada à gestão de frotas. Na área de Logística do Frio a empresa possui uma solução de monitorização de temperatura adequada a transporte de perecíveis, transporte de medicamentos e transporte de animais vivos.

 

Com base no módulo Localizador GPS, são assegurados “padrões de qualidade em tempo real, para que os clientes possam oferecer os melhores serviços”. Como explica Paulo Fournier, CEO da TRACKiT, “a exigência do cliente final catapulta uma panóplia de requisitos, aplicáveis a entidades legisladoras e a todos os intervenientes (nomeadamente transportadoras) que integram e formam a cadeia de abastecimento de frio”.

 

O Tracking é um “gestor On-Line da qualidade do serviço de frio”. Este módulo fornece informação contínua de toda e qualquer não-conformidade, verificada na cadeia de transporte com monitorização de temperatura, e está disponível para executar serviços em tipologias VAN, Rígidos, Reboques e outro tipo de transporte.

 

Com uma carteira de clientes que “tem evoluído de forma muito positiva” dos principais clientes no nicho da Logística do Frio (TorresPharma, Transfrio, TFS – Transportes Florêncio e Silva, JLS, Hélder Sousa Congelados, Mariscos Barrosinho e Panicongelados, entre outros) para serviços que abrangem empresas de logística e transporte mas também empresas de indústria e distribuição, a TRACKiT afirma-se como “a única empresa no mercado português a oferecer este serviço de controlo de temperatura”.

 

Soluções integradas e com valor acrescentado
As empresas do setor confirmam o crescimento sustentado do mesmo. Para a CHEP, “o mercado de temperatura controlado tem assistido a um ritmo de crescimento constante e acima da variação do mercado alimentar, algo que, tudo indica, será para manter”. Na opinião de Filipa Ferreira Mendes, para esta conjuntura favorável contribuem as “muitas novidades a entrarem no mercado para dar resposta às tendências de hoje (sem glúten, componente nutritiva, rapidez de consumo / praticidade, bem-estar). Exemplos disso são categorias de congelados a crescerem a dois dígitos, como as sobremesas congeladas, categorias ditas “de nicho” como as refeições prontas a crescerem 8% (quase o triplo da categoria de congelados), ou ainda os queijos a registarem variações acima da média, suportadas nas “especialidades”.

 

Num negócio “com uma dinâmica de mercado em crescimento, e cada vez mais exigente”, a CHEP suporta a sua atividade na melhoria contínua dos seus serviços, desde a primeira à última milha, utilizando tecnologia para facilitar toda a operação e garantindo níveis de serviço superiores a 97%”, conclui a responsável.

 

Também na opinião de Pedro Azevedo, o ano 2018 “teve um contexto macroeconômico favorável que permitiu às empresas portuguesas alavancar crescimento ao nível de volume de negócios”. Isto apesar do “aumento do preço do barril petróleo, que teve consequências drásticas ao nível do preço dos combustíveis”, destaca, pela negativa.

 

A Paulo Duarte não foi exceção e reforçou a sua posição no mercado, aumentando a sua carteira de clientes e produzindo “um suporte sólido de crescimento aos seus clientes, com a aquisição de novas viaturas eficientes e equipadas com a tecnologia mais avançada do mercado”. Segundo o responsável, em 2019 a empresa irá aumentar o seu volume de negócios, com reforço de frota em cliente atuais, mas também com a captação de novos clientes e investimento em novas áreas de negócio.

 

O ano de 2018 foi igualmente de crescimento para a Greenyard, cujo volume de faturação ascendeu a 20,6 milhões de Euro, o que representa um crescimento de 30% face a 2017. Para além do crescimento da empresa a taxas superiores às do mercado, “assistimos a um crescimento geral do mercado de outsourcing da logística de frio”, comenta Vitor Figueiredo.

 

Na sua opinião, esta evolução positiva é maioritariamente justificada por três fatores: o primeiro é o reconhecimento das vantagens que o outsourcing logístico traz aos empresários, em especial pelo fato de permitir eliminar uma parcela significativa dos custos fixos tornando-os variáveis. O que se deu com a alteração de mentalidade relativamente à especialização do negócio, principalmente nas empresas do setor agroalimentar (com a maioria dos empresários a tomar consciência de que a logística gerida com meios próprios distrai do core business e requer investimento significativo e constante, “especialmente quando se trata de temperatura controlada”; e com o aumento das campanhas de promoção, “o que origina uma grande exigência relativamente à flexibilidade da cadeia de abastecimento”).

 

O segundo é a “riqueza de ofertas” por parte do mercado no que diz respeito à logística e transportes em temperatura controlada. “É um setor que, apesar de ter um número limitado de players, é altamente eficiente, moderno, dinâmico e competitivo. Portugal tem hoje uma cadeia de abastecimento em temperatura controlada ao nível ou até melhor comparativamente a mercados maiores e mais desenvolvidos, dentro do contexto europeu ou mundial. Esta riqueza da oferta resulta obviamente num elevado incentivo ao outsourcing”, conclui.

 

E o terceiro é que “o mercado passou a dar mais valor a uma oferta integrada de serviços altamente flexível e focada num nível de excelência e com uma abrangência internacional”, como a que disponibiliza a Greenyard, diz. Para o country manager são estes “os principais fatores que nos diferenciam da concorrência e a que o mercado tem vindo a dar cada vez mais importância”.

 

A Luís Simões enfrenta este ano com capacidade instalada para atender à crescente demanda logística de grandes clientes” – Luís Simões

 

“O compromisso constante com a inovação e a abertura de novos centros” permite à Luís Simões “enfrentar este ano com capacidade instalada para atender à crescente demanda logística de grandes clientes”. A empresa aposta claramente no crescimento, pelo que em 2019 espera “manter essa linha ascendente e consolidá-la nas bases”, afirma Daniela Simões.

 

Em 2018, a Luís Simões registou um volume de negócios consolidado de 244 milhões de euros (mais 2% do que em 2017), correspondendo 122 milhões de euros à atividade logística, o que representa um crescimento de 6,7% em relação ao ano anterior. Com o aumento das operações, “estimamos um crescimento de 8% para o ano de 2019”, avança.

 

2018 foi também “um ano de expansão” ibérica e para o Sul da Europa, graças à construção do novo Centro de Operações Logísticas (COL) de Guadalajara, inaugurado no início de 2019, e o ano em que a empresa fixou “o foco na sustentabilidade, sendo pioneira no uso de gigaliners, que reduziram 30% dos gases de efeito estufa, 203 toneladas de CO2e/ano e 56% de gasóleo”, conclui Daniela Simões.

 

Com uma faturação de 840 441 euros, 4% superior à registada em 2017, a TRACKiT perspetiva 2018 como o ano de consolidação da empresa no mercado. Com um foco “sempre presente nas grandes frotas, onde encontrou parceiros e não clientes, fazendo com que esta aprendizagem mútua resultasse no desenvolvimento de um serviço de excelência nos diferentes setores da gestão de frotas”, a empresa aposta no fortalecimento para 2019, “com a entrada de grandes frotistas” a quem irá fornecer “serviços ágeis e práticos”.


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