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Para diplomata, viabilizar rota bioceânica é prioridade nas relações com Paraguai


Fonte: Senado Federal (28 de junho de 2019 )
O diplomata Flavio Damico teve sua indicação aprovada nesta quinta-feira (27) pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CRE) para chefiar a embaixada brasileira no Paraguai
– Foto: Pedro França/Agência Senado

Incrementar a integração física entre Brasil e Paraguai terá um enorme impacto nas economias dos dois países, por isso vem sendo tratada como prioridade nas relações externas pelas duas gestões governamentais. Esta foi a tônica na sabatina do diplomata Flavio Damico, indicação aprovada nesta quinta-feira (27) pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CRE), para a chefia da embaixada brasileira no Paraguai.

 

— Em relação à cooperação na infraestrutura, a integração física tem recebido impulsos de grande relevância. Já está acordado que o Brasil construirá uma nova ponte sobre o Rio Paraná, desafogando a Ponte da Amizade. Já o governo paraguaio vai financiar a ponte sobre o Rio Paraguai, ligando as cidades de Porto Murtinho e Carmelo Peralta. Esta ponte vai ser muito importante para o corredor bioceânico e para as exportações de soja que produzimos no Centro-Oeste. É um projeto estratégico com enormes consequências positivas, porque encurtará a distância percorrida pelos produtores brasileiros no acesso aos portos do Pacífico — explicitou Damico.

 

O presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), também falou sobre a relevância estratégica da rota bioceânica.

 

— Vai interligar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ao Pacífico, fazendo com que se diminua em oito mil quilômetros marítimos a distância no acesso ao mercado asiático. Vai reduzir em 40% o frete na drenagem dos produtos agrícolas. Vai provocar um novo ciclo de desenvolvimento em proveito de nosso país — defendeu.

 

Além da rota bioceânica e da segunda ponte sobre o Rio Paraná, o diplomata ainda ressaltou que o acordo prevê a construção de uma nova ponte sobre o Rio Apa, também à cargo do Paraguai.

 

Auxílio aos brasiguaios
Damico ressaltou que vivem hoje na nação vizinha cerca de 330 mil brasiguaios — como são chamados os brasileiros ou descendentes diretos de famílias com origem no Brasil — que moram em sua grande maioria na parte leste paraguaia, próximos às regiões fronteiriças. O diplomata garante que os brasiguaios prestam uma “contribuição inestimável” ao desenvolvimento do setor agrícola daquele país, mas o tema sempre requer a atenção da embaixada brasileira.

 

— Os brasiguaios já são responsáveis por grande parte da produção de soja por lá. E frequentemente esta comunidade está envolvida na disputa por terras, pois 60% destas terras pertencem à comunidade brasileira nas regiões produtivas. Há uma grande insegurança jurídica quanto aos títulos de propriedade, e o tema costuma ser politizado localmente — alertou.

 

US$ 6 bilhões
Damico valorizou o fato das relações comerciais entre Brasil e Paraguai ter chegado a US$ 4,1 bilhões em 2018 sob os critérios do Ministério da Economia brasileiro. Mas fez questão de lembrar que esta medição não inclui o intenso comércio fronteiriço, incluindo o que circula pela Ponte da Amizade, e a parte da energia de Itaipu que não é consumida no Paraguai e é recomprada pelo Brasil. Para Damico, as trocas comerciais entre as dois países já chega perto de US$ 6 bilhões, contando o que não é medido pelo Ministério da Economia.

 

— O mais importante é que as correntes de comércio se dão pela troca de produtos manufaturados. 95% das exportações brasileiras para o Paraguai são manufaturados, assim como 55% de nossas importações. É um comércio de altíssima diversificação e qualidade — comemorou.

 

Paraguai cresce
Por fim, Damico abordou o bom momento econômico vivido pelo Paraguai, fruto de “uma excelente gestão macroeconômica”, segundo ele. Valorizou que entre 2002 e 2017 o Paraguai dobrou o Produto Interno Bruto (PIB), e que a renda per capita já se aproxima da brasileira (cerca de US$ 13,5 mil anual contra US$ 16 mil aqui no Brasil). Ao final, Nelsinho solicitou gestões a favor de 10 mil brasileiros que hoje estudam medicina em universidades paraguaias, e que enfrentam gargalos quando tentam viabilizar a atuação profissional por aqui.


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