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Grupo Rodrimar entra com pedido de recuperação judicial


Fonte: G1 (6 de junho de 2019 )
Terminal e guindastes da Rodrimar, no Porto de Santos, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

O Grupo Rodrimar, que possui terminais no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, divulgou um comunicado nesta quinta-feira (6) informando que a empresa entrou com pedido de recuperação judicial. O motivo seria a crise no mercado portuário.

 

Segundo o comunicado publicado no site oficial do grupo, diante da retração econômica brasileira nos últimos cinco anos, da profunda crise no mercado portuário e de dificuldades em negociações com alguns credores, a empresa requereu processo de recuperação judicial para resguardar sua capacidade de operação e de geração de receitas de todas as suas empresas.

 

“Esta medida foi imprescindível para as empresas honrarem seus compromissos com fornecedores, funcionários, parceiros, clientes e credores, com o menor impacto possível, como sempre aconteceu ao longo de sua história de mais de 70 anos de atividades”, citou em nota.

 

O processo de recuperação judicial tem o objetivo viabilizar a superação das atuais dificuldades econômico-financeiras, a fim de permitir que as empresas continuem atuando e, com isso, preservar os direitos de todos os interessados.

 

Porto de Santos
No Porto de Santos, o terminal de contêineres da Rodrimar tem 70 mil metros quadrados e é localizado no Saboó, em Santos, onde a empresa possui um terminal para carga geral, contêineres e de projetos. A companhia ainda controla o terminal Pérola, no cais de Outeirinhos, onde movimenta fertilizantes e sal.

A Rodrimar ainda possui um terminal marítimo no Porto de Recife, com ênfase ao mercado de cabotagem (navegação costeira, entre portos do Brasil) para navios de contêineres. Em Ribeirão Preto, no interior paulista, a empresa tem um terminal para atender o mercado portuário, assim como em Miami, nos Estados Unidos.

 

Alvo
A empresa, cujo dono, Antônio Celso Grecco, foi preso pela Polícia Federal, possui o controle, por ordem judicial, de uma área federal cujo contrato venceu há cinco anos. O grupo é alvo de inquérito que investiga o presidente Michel Temer por um decreto de 2017, que aumentou o prazo dos acordos de concessão.


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